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Vera Iaconelli propõe repensar a masculinidade em debate

Palestrante afirma que a crise da masculinidade é uma ressaca moral e defende que homens repensem o papel, ouvindo as mulheres

A psicanalista Vera Iaconelli durante encontro do Conselho Editorial da Folha
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  • Psicanalista Vera Iaconelli participou de debate na GloboNews sobre o papel do homem na sociedade, ao lado do ator Juliano Cazarré e do jornalista Ismael dos Anjos.
  • Iaconelli defende que a masculinidade precisa ser repensada, descrevendo a crise atual como uma “ressaca moral” que pode levar a mudanças.
  • Ela afirmou que os homens precisam escutar mais as mulheres para que o cuidado seja incorporado à masculinidade, sob pena de manter dinâmicas de dominação.
  • Cazarré negou ligação com o movimento red pill e disse que os homens também são vítimas da violência no Brasil, ressaltando que o país é violento contra homens, negros, brancos, crianças e idosos.
  • Durante o debate, houve momentos de interrupção; a psicanalista manteve o raciocínio e argumentou que críticas femininas devem ser ouvidas para reformular a masculinidade.

Ao vivo na GloboNews, um debate sobre o papel do homem na sociedade contou com Vera Iaconelli, Juliano Cazarré e Ismael dos Anjos. A psicanalista defendeu que a masculinidade precisa ser repensada para favorecer mudanças sociais. O tema foi originado pelo curso de Cazarré, chamado O Farol e a Forja.

Iaconelli descreveu a crise masculina como uma ressaca moral que deveria estimular transformações. Ela argumentou que homens precisam reconhecer erros e repensar comportamentos que mantêm posições de poder sobre as mulheres. A fala ocorreu durante o encontro transmitido na terça-feira.

Segundo a psicanalista, é necessário que os homens suportem desconfortos para reavaliar a ideia de masculinidade associada à força. Ela afirmou que a resistência a ouvir críticas impede avanços e que o cuidado deve acompanhar a capacidade de liderar, com participação feminina.

Durante o debate, Cazarré negou vínculo com o movimento conhecido como red pill e afirmou que o país enfrenta violência generalizada, atingindo homens, mulheres e grupos variados. Ele destacou que muitos pessoas sofrem nessa realidade, independentemente de gênero ou raça.

A discussão também abordou a relação entre masculinidade e violência contra mulheres. Iaconelli sustentou que a forma como os homens se colocam em posição de poder impacta diretamente as mulheres, sinalizando a necessidade de ouvir as mulheres para estabelecer o cuidado conjunto.

O debate apresentou troca de ideias sobre o papel do machismo e a resistência de alguns homens a mudanças. Iaconelli reiterou que o machismo busca impedir a autonomia feminina e, nesse sentido, a educação emocional e o diálogo são vistos como caminhos para reduzir abusos e desigualdades.

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