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Adolescente neo-nazista é preso por tentar matar curdo em Bristol com machado

Motivada por extremismo de direita, Burns foi condenada a quinze anos e meio de prisão, mais quatro anos em regime de liberdade condicional

Mug shot of Alina Burns, a young woman with cropped hair
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  • Alina Burns, de 19 anos, de Bristol, foi à polícia depois de tentar decapitar um barbeiro curdo com um faca-ax, em Bedminster, sul de Bristol, em agosto do ano passado.
  • A acusada foi motivada por extremismo de direita e manteve contato com grupos de ultradireita; chegou a enviar mensagens com intenções de matar judeus e muçulmanos.
  • Durante a investigação, foram encontrados conteúdos como vídeos de desfiles das SS, e-mails e buscas sobre “jihad”, supremacia judaica e Alemanha nazista.
  • Burns já havia se declarado culpada de tentativa de homicídio e de portar objetos cortantes, além de negar a preparação de atos terroristas.
  • A julgamento, a corte aceitou a motivação terrorista; a sentença foi de quinze anos e meio de prisão, mais quatro anos em regime de liberdade supervisionada.

Um tribunal de Bristol condenou uma adolescente de 19 anos a mais de 15 anos de prisão, depois que ela tentou decapitar um barbeiro curdo com um machado. O ataque ocorreu em Bedminster, sul de Bristol, em agosto do ano passado. A ré foi considerada movida por extremismo neo-nazi e atuou com o objetivo de matar judeus e muçulmanos.

Segundo o Ministério Público, Alina Burns manteve contato com grupos de ideologia extrema e apresentou perfil com ódio a minorias. Ela também fez buscas online por jihad, pelos ataques de 2024 em Southport, pela supremacia judaica e pela Alemanha nazista. A promotoria descreveu uma mentalidade de extrema direita.

Antes do ataque, Burns esteve diante de vídeos de desfiles de facções ligadas ao nazismo e enviou um e-mail com a ideia de iniciar uma guerra civil. A polícia de Bristol confirmou que havia informações de que a ré planejava atos terroristas.

A defesa argumentou que Burns teve uma infância conturbada, com família despejada e morando em acomodações temporárias. Os pais, ambos docentes, teriam influenciado a trajetória dela, mas a justiça manteve o foco no risco represado pela agressão.

Durante o julgamento, Burns reconheceu ter tentado assassinato e respondeu por três acusações relacionadas a armas brancas, incluindo o machado, um estilete e dardos. Não houve participação de prova de que ela planejava atos terroristas com apoio externo.

O juiz informou que Burns é uma ameaça real e permanece enraizada em uma visão de mundo extremista. O tribunal considerou a motivação terrorista comprovada. Houve menção de contatos com o grupo extremista Patriot Alternative.

A pena ficou em 15 anos e meio de prisão, com mais quatro anos adicionais em regime de liberdade condicional ao término da pena. A defesa não recorreu da sentença, mantendo a decisão do júri.

A acusação destacou que Burns apresentou comportamento persistente de radicalização. O caso ressalta os riscos de extremismo online e a influência de redes extremistas na radicalização de jovens.

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