- Bia Martins participou do São Paulo Innovation Week para falar sobre como games podem promover impacto social, reforçando seu destaque na Forbes Under 30.
- Ela é co-fundadora do Instituto GARRA e idealizadora do Olhar de Bia, ONG que já impactou mais de 500 mil pessoas em 20 anos.
- O Instituto GARRA atua unindo o universo dos games ao impacto social, apoiando negócios e organizações com repasse financeiro, formação de líderes e fortalecimento de gestão.
- Na palestra, Bia afirma que propósito não é estático e é o motor que move ações diárias; questiona que legado gostaria de deixar se morresse amanhã.
- Ela relata quase ter perdido o pai há alguns anos, seguiu em terapia e diz ter aprendido a falar com amigos, pedir ajuda e se relacionar de forma mais autêntica para transformar o mundo.
Bia Martins participou do São Paulo Innovation Week (SPIW) com uma trajetória marcada por iniciativas sociais ligadas ao universo dos games. A palestra, realizada na edição de 2026, reuniu lideranças, pesquisadores e equipes de tecnologia na capital paulista. O evento, que começou na quarta-feira 13, abordou tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças.
Entre os destaques, a líder foi listada pela Forbes Under 30 e atua como cofundadora do Instituto GARRA, além de idealizadora do Olhar de Bia, ONG que já impactou mais de 500 mil pessoas em 20 anos. Na apresentação, ela descreveu como transita entre causas sociais e o ecossistema de jogos para promover transformação.
A história do Olhar de Bia remonta à infância, quando observou crianças carentes e passou a distribuir balas de restaurante. O gesto evoluiu para a criação da ONG pelo pai, o Olhar de Bia. Anos depois, em encontro com André Akkari, co-proprietário da FURIA Esports, surgiu o Instituto GARRA, que hoje conecta games a impacto social por meio de recursos, formação de líderes e melhoria de gestão.
Propósito de verdade
Bia Martins apresentou o conceito de propósito como motor diário, não como frase de escritório. Ela afirmou que o propósito é dinâmico e funciona como ímã que atrai pessoas para uma causa comum. Em relação ao bem, ressaltou que a atuação simples está conectada a quem busca ajuda de forma autêntica.
Ela também questionou a plateia sobre o legado que deixariam no mundo e sobre como lidar com situações que mudam a percepção de vida, citando o impacto de uma experiência pessoal com o pai. O relato reforçou a ideia de que mudanças internas podem refletir positivamente nos projetos externos.
Conquistas após a crise
Em momentos de crise pessoal, a aproximar-se de perder o pai, a fala de uma psicóloga trouxe uma mudança profunda: quem é a pessoa sem o Olhar de Bia? Esse questionamento levou a uma reavaliação de identidades e prioridades. A partir dessa virada, os projetos voltaram a avançar com foco renovado e menor desgaste emocional.
Segundo a narrativa compartilhada, a pausa para reconectar o propósito levou a uma melhoria geral na vida e nos trabalhos do GARRA e do Olhar de Bia. O recado institucional permanece: buscar relações verdadeiras, apoiar quem precisa de ajuda e iniciar mudanças pelo próprio entorno.
O SPIW 2026 segue com atividades de empresas, startups, centros de pesquisa e governos discutindo avanços em tecnologia, educação e saúde. O portal do evento traz informações adicionais sobre a programação e parceiros da edição.
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