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Cantareira continua em queda e opera com 41,3% de volume

Falta de chuvas mantém Cantareira em quarenta e um vírgula três por cento do volume total, puxando o Sistema Integrado Metropolitano a cinquenta e três vírgenta quatro por cento

Reservatório de água com várias ilhas e penínsulas de terra cercadas por água. Vegetação verde cobre as áreas terrestres, e o céu claro é visível ao fundo.
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  • Desde o dia 9 de abril, o Cantareira opera com 41,3% do volume total, o menor nível desde a grande crise hídrica de 2014-2015.
  • O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) caiu para 53,4% do volume, em baixa de 3,1 pontos percentuais, e o Cantareira representa cerca de metade do SIM.
  • A falta de chuva levou a 23,6 mm de precipitação em maio nos reservatórios do Cantareira, bem abaixo da média histórica de 72,6 mm.
  • Medidas já adotadas incluem redução de pressão da água na região metropolitana, enquanto a Sabesp aponta economia de 138,73 bilhões de litros entre 27 de agosto e abril.
  • Desde a crise de 2014-2015, a Sabesp investe em integração de sistemas, modernização de redes e combate a perdas para aumentar a segurança hídrica.

O volume do Cantareira, principal manancial da região metropolitana de São Paulo, caiu para 41,3% nesta quinta-feira. A queda acompanha a tendência de abril, quando o sistema passou a apresentar redução contínua, mantendo o menor nível já registrado desde a crise hídrica de 2014-2015.

A visão mais abrangente é a do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que sofreu recuo de 3,1 pontos percentuais, de 56,5% para 53,4%. O Cantareira representa cerca de metade do SIM, que também atende outros seis sistemas da região.

A Sabesp aponta que não choveram grandes volumes nos reservatórios que compõem o Cantareira neste mês de maio. Entre Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, choveu 23,6 mm, frente à média histórica de 72,6 mm.

A piora já era prevista com a chegada da estação seca, que começa no outono e se estende até a primavera. A temporada costuma exigir medidas adicionais para manter o abastecimento, dadas as chuvas insuficientes.

Para reduzir perdas e reforçar a segurança hídrica, a Sabesp investe desde 2014 em integração de sistemas, modernização de redes e combate a perdas. Em 2016, as obras evitaram nova dependência do volume morto.

Desde 2023, entretanto, tanto o SIM quanto o Cantareira têm mostrado quedas graduais. Em agosto passado, a Arsesp manteve a redução de pressão da água no eixo metropolitano, adotada entre 19h e 5h, para preservar os mananciais.

Entre agosto de 2023 e abril, a Sabesp afirma ter economizado 138,73 bilhões de litros de água na região, volume suficiente para abastecer cerca de 24,34 milhões de pessoas por um mês.

O Cantareira abastece aproximadamente metade da população da região metropolitana de São Paulo. O atual cenário de baixa hídrica acende alertas entre autoridades e usuários sobre a necessidade de continuidade de medidas de economia e de gestão hídrica.

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