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Espaço Augusta de Cinema tenta reverter despejo e mantém salas abertas

Salas 1 a 3 continuam funcionando enquanto o Espaço Petrobrás de Cinema busca reverter a reintegração de posse e manter o complexo ativo

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  • Espaço Petrobras de Cinema, antigo Itaú Cinema da Augusta, teve reintegração de posse cumprida na quinta-feira, 14, para o Anexo na Rua Augusta, em São Paulo.
  • Salas 1, 2 e 3 continuam funcionando normalmente; salas 4 e 5 e o Café Fellini permanecem fechados, com a programação suspensa.
  • A administração afirma estar usando todas as medidas legais para reverter a decisão o mais rápido possível e destaca o valor cultural da área, classificada como ZEPEC-APC (Zona Especial de Preservação Cultural — Área de Proteção Cultural).
  • A ação foi movida pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários contra a Arteplex, responsável pela operação do cinema, com a realização da reintegração por oficiais de justiça.
  • O espaço passou a operar com patrocínio da Petrobras desde 2024; ainda há liminar de preservação cultural que impede alterações estruturais até análise de tombamento.

O Espaço Petrobras de Cinema, anteriormente conhecido como Itaú Cinema da Augusta, busca reverter a reintegração de posse do imóvel que abriga o Anexo do complexo cultural na Rua Augusta, em São Paulo. Em nota, a administração informou que as salas 1, 2 e 3 seguem abertas, enquanto as salas 4, 5 e o Café Fellini permanecem fechados, com a programação suspensa.

A empresa afirma estar tomando todas as medidas legais cabíveis para reverter a situação da forma mais rápida possível. A reintegração foi cumprida na tarde de quinta-feira, 14, conforme decisão da Justiça, após ação movida pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários contra a Arteplex, responsável pela operação do cinema.

O espaço destaca a proteção cultural da área, afirmando que o imóvel fica em ZEPEC-APC, conforme resolução do Conpresp. O objetivo é manter o patrimônio histórico e cultural da região central, reconhecida por atividades de produção e difusão cultural na cidade.

A execução da ordem judicial ocorreu após ação de fevereiro de 2022, envolvendo o empreendimento adquirido pela Rec Vila 15. Oficiais de Justiça conduziram o cumprimento da decisão assinada pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível de São Paulo.

Segundo informações do g1, itens sensíveis, como projetores e cadeiras recém-reformadas, permaneceram no local e devem ser retirados posteriormente por equipe especializada. A prática visa preservar equipamentos que não sejam de fácil remoção durante o despejo.

O caso reacende o debate sobre preservação cultural, especulação imobiliária e o futuro dos cinemas de rua em São Paulo. Embora a reintegração tenha sido efetivada, permanece válida uma liminar que suspende alterações estruturais até a conclusão de um possível tombamento.

Desde 2024, o complexo opera sob patrocínio da Petrobras, substituindo a parceria anterior com o Itaú. A direção do Espaço mantém que a área tem relevância histórica e cultural, destacando o compromisso com uma cidade culturalmente rica e acessível.

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