- Júri considerou Kouri Richins culpada de envenenar o marido, em 2022, com uma bebida misturada com fentanil, nos arredores de Park City, Utah.
- A mulher, de 36 anos, havia publicado um livro infantil sobre luto após a morte do esposo e foi condenada por fraude de seguro de vida associada à morte.
- Também foi reconhecida culpada por tentativa de homicídio em um caso anterior, quando teria colocado veneno no sanduíche do marido.
- A causa da morte foi identificada como overdose de fentanil, com a dosagem cinco vezes superior ao suficiente para matar.
- Em maio, o tribunal a condenou à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional; Richins ficou presa desde 2023.
Uma mulher de Utah foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por assassinar o marido em 2022, supostamente ao envenená-lo com fentanil misturado a uma bebida. O julgamento durou semanas e o veredito foi anunciado em março, com a sentença proferida em maio.
Kouri Richins, 36 anos, também foi considerada culpada de fraude por solicitar benefícios de seguro de vida com o falecido e de envolvimento em um caso extraconjugal. A defesa não apresentou testemunhas, e Richins não depôs durante o processo.
A morte ocorreu na casa da família, próxima a Park City, após Richins ter servido uma bebida ao marido. A causa foi definida como overdose de fentanil, com a dosagem encontrada no corpo do homem estimada cinco vezes acima do nível letal.
O caso e a sentença
Segundo a promotoria, Richins planejava herdar o patrimônio de mais de 4 milhões de dólares e manter um relacionamento adicional. Documentos do tribunal apontam que o casal jantou no Dia dos Namorados antes do incidente.
Promotores afirmaram que Richins buscou acesso a analgésicos prescritos e, ao não conseguir matar o marido com uma outra substância, intensificou o plano com o fentanil. A defesa contestou as provas apresentadas.
O júri considerou comprovação suficiente para condenação por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio em episódio anterior. A Justiça também validou a acusação de fraude de seguro após a morte.
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