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Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

Kabum expulsa lojista após suspeita de venda de licenças Windows e Office piratas; marketplace investiga outros parceiros

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)
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  • O Kabum confirmou, com exclusividade ao Tecnoblog, que expulsou pelo menos uma loja do seu marketplace por comercializar softwares piratas da Microsoft; outras empresas do site também estão sob análise.
  • Relatos de clientes e reclamações no Reclame Aqui apontam para chaves falsas de Windows e Office vendidas com promessa de funcionamento vitalício.
  • Um consumidor capixaba disse que, após adquirir licenças “corporativas” por menos de R$ 200, a Microsoft não reconheceu as licenças, prejudicando a sua empresa.
  • O Kabum afirma monitorar continuamente a operação, inativar lojistas e ofertas irregulares e manter contato com fabricantes para checagem de parcerias autorizadas.
  • Produtos com indícios de irregularidade foram citados, como Windows Server 2025 Datacenter em mídia física, Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia e Office 2024 com funcionamento perpétuo.

O e-commerce Kabum confirmou, em exclusividade ao Tecnoblog, que expulsou pelo menos uma loja da plataforma por comercializar licenças de software da Microsoft sem procedência. A ação ocorreu após relatos de clientes sobre chaves falsas de Windows e Office.

Segundo o Kabum, a loja flagrada foi removida e outras empresas parceiras passam por averiguação. A medida faz parte de uma operação de monitoramento para garantir a qualidade e a originalidade dos itens vendidos no marketplace.

Relatos de consumidores começaram a surgir na última semana, com queixas de licenças supostamente vitalícias que deixaram de funcionar. A situação ganhou evidência em redes sociais e sites de reclamação.

Provas de irregularidade

Um usuário de Marataízes, no Espírito Santo, afirmou ter encontrado anúncios de Windows Server 2025 Datacenter, Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia e Office 2024 com funcionamento perpétuo. As informações foram registradas no Reclame Aqui.

A verificação de procedência indica que o diretório oficial de parceiros da Microsoft não inclui a loja apontada pelo consumidor. O Kabum afirmou manter contato com fabricantes e ter acesso a listas de parceiros autorizados.

Repercussos para compradores

O cliente relatou prejuízo após adquirir softwares com valores inferiores a 200 reais. Após a compra, a Microsoft não reconheceu as licenças, prejudicando a operação de sua empresa.

Ainda não foi informada a quantidade de lojistas que devem ser expulsos do marketplace. O Kabum, criado em 2003 em Limeira, interior de São Paulo, passou a pertencer ao Magazine Luiza em 2021.

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