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Invasão de pavões em cidade litorânea italiana preocupa moradores

Punta Marina enfrenta invasão de pavões; autoridades criam guardas-pavões para conter danos e planejam censo oficial da população

The Punta Marina peacocks started roaming the streets during Covid and now seem there to stay.
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  • Punta Marina, cidade costeira de Emilia-Romagna, abriga pavões que dividem moradores de aproximadamente 1.000 habitantes.
  • A população de pavões cresceu de cerca de dez em 2018 para quarenta em 2023, e hoje fica em torno de cento e vinte.
  • A alimentação oferecida por moradores ajuda na multiplicação, enquanto os animais circulam por jardins, telhados e ruas, às vezes provocando sujeira e incômodo.
  • A prefeitura criou “rangers” dos pavões para limpar fezes e reduzir tensões; a associação Clama atua orientando moradores e turistas a não alimentá-los e participa de ações educativas.
  • Apesar de relatos nas redes sociais, a polícia local afirma que a ideia de uma “invasão” é exagerada; há também planejamento de um censo oficial da população de pavões.

Punta Marina, cidade litorânea da Emilia-Romagna, enfrenta a invasão de pavões que passam a haver no comércio local, jardins e telhados. O fenômeno ocorre durante a temporada de acasalamento, segundo relatos dos moradores. O interesse público e a convivência com os animais dominam as manchetes locais.

A população de pavões na área era estimada em 10 em 2018, subindo para 40 em 2023 e, hoje, cerca de 120 indivíduos. Especialistas atribuem o crescimento à disponibilidade de habitats, alimentação suplementar e à ausência de medidas de contenção.

Alguns moradores reconhecem o encanto dos pavões, enquanto outros reclamam de barulho, sujeira e riscos à higiene. Relatos de excrementos em varandas e passos de entrada aparecem com frequência, aumentando o embaraço entre vizinhos.

População e impactos

Os pavões ocupam jardins de imóveis abandonados, telhados e cercas, além de interagir com o tráfego. Em alguns casos, chegam a tocar janelas de carros ao se verem refletidos. A presença é considerada difundida na comunidade.

Ilaria Sansavini, dona de loja de massas, apoia a convivência. Ela defende que os pavões fazem parte da vida local e que devem ser deixados em paz, destacando que é uma fase de reprodução.

Francesco e Marco, moradores, relatam desconforto com o incômodo diário e pedem controle, incluindo medidas para reduzir a sujeira causada pelos animais. Outras vozes defendem contenção para evitar transtornos.

Medidas e controvérsias

A prefeitura de Ravenna acompanha o caso e planeja o censo oficial da população de pavões. Em 2022 houve tentativa de remoção, que foi rejeitada, levando à atuação da associação Clama.

Clama distribui panfletos e sinalização para orientar moradores e visitantes. A organização alerta que alimentar os pavões pode aumentar as visitas e gerar conflitos com vizinhos.

Pavões são vistos por alguns como símbolo cultural ligado a mosaicos locais, enquanto o debate atual foca em gestão ambiental, saúde pública e bem-estar animal. Autoridades avaliam estratégias para equilibrar convivência e higiene.

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