- O cacique Raoni Metuktire, 94 anos, está na UTI do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, tratando pneumonia e com estado de saúde estável.
- Raoni já havia sido internado dias antes por uma hérnia crônica e recebeu alta antes de retorno aos cuidados médicos.
- O líder indígena convive com comorbidades como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, cardiopatia com marcapasso e insuficiência cardíaca.
- A nova internação ocorreu após agravamento do quadro respiratório; a transferência para a UTI foi uma medida preventiva devido à idade e necessidade de monitoramento.
- A organização Instituto Raoni informou a suspensão temporária da agenda do líder e pediu compreensão, ressaltando a necessidade de cuidados até a recuperação.
Raoni Metuktire, cacique de 94 anos, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, para tratar pneumonia. Ele voltou aos cuidados da instituição na quarta-feira (14), dias após receber alta de uma internação para hérnia crônica. O estado de saúde é registrado como estável pela unidade.
O líder indígena convive com comorbidades como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), cardiopatia com marcapasso e insuficiência cardíaca. No dia 7, teve a agenda cancelada e foi hospitalizado por fortes dores abdominais, resultado de uma hérnia antiga. Dois dias depois, recebeu alta, mas voltou a sentir mal-estar.
Durante a nova internação, houve agravamento do quadro respiratório, levando à transferência para a UTI como medida preventiva, dada a idade avançada e a necessidade de monitoramento constante. A família e a comunidade aguardam novidades sobre a evolução do quadro médico.
Na semana passada, o Instituto Raoni informou a suspensão temporária da agenda do cacique por tempo indeterminado. Em nota publicada nas redes sociais, a organização pediu tranquilidade e pediu que as pessoas acolham o momento com sensibilidade para que ele possa receber os cuidados necessários e se recuperar com tranquilidade.
Raoni é uma das principais vozes da proteção da Floresta Amazônica. Ativista desde 1954, atuou contra a construção da Transamazônica durante a ditadura militar e, na redemocratização, lutou pelos direitos indígenas na Constituição de 1988. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Unemat e é Grão-Mestre da Ordem Nacional do Mérito.
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