- O Leapmotor B10 chega ao Brasil como SUV médio 100% elétrico, com preço inicial de R$ 182.990 (em promoções, até R$ 175,9 mil) e tração traseira de 218 cv.
- A autonomia é de até 288 km segundo o padrão do Inmetro, com bateria de 56,2 kWh; usa a arquitetura Leap 3.5 e distribuição de peso 50:50 entre os eixos.
- Medidas: 4,51 metros de comprimento e 2,73 metros de entre-eixos; porta-malas de 405 litros e compartimento frontal de 21,5 litros; interior minimalista, porém com bom espaço.
- Equipamentos incluem sete airbags, câmera 360°, rodas de 18 polegadas, ADAS nível 2 com piloto automática, central Apple CarPlay.
- O modelo chega ao Brasil respaldado pela estrutura da Stellantis, buscando custo-benefício frente a SUVs médios tradicionais; em teste, mostrou boa dirigibilidade e conforto para uso diário, com destaque para a prática de acelerações racionais e boa habitabilidade.
O Leapmotor B10 chegou ao Brasil com a missão de ampliar a presença da marca chinesa no segmento de SUVs elétricos, explorando a estrutura global da Stellantis como diferencial. O modelo, já adotado pela Stellantis no país por meio de acordos de cooperação, chega ao mercado com foco em custo-benefício e tecnologia avançada.
O veículo avaliado pela imprensa brasileira tem preço de entrada de 182.990 reais, com promoções pontuais em torno de 175.900 reais. O motor é elétrico, com tração traseira, gerando 218 cv e 240 Nm de torque. O conjunto visa competir não apenas com elétricos, mas também com SUVs médios tradicionais e híbridos plug-in.
O teste, realizado pela primeira semana, considerou dirigibilidade, conforto, espaço interno e infraestrutura de apoio à linha de produção na região. A estratégia de posicionamento envolve oferecer um SUV elétrico acessível que combine desempenho, autonomia e tecnologia de ponta.
Preço e mercado
Ao longo do período de avaliação, o B10 ficou na faixa de preço inicial de R$ 182.990, com variações em promoções. A proposta é conciliar preço competitivo com pacote tecnológico robusto, tentando atrair clientes de modelos convencionais e híbridos na faixa entre R$ 180 mil e R$ 220 mil.
Desempenho e dirigibilidade
Diferente de muitos concorrentes, o B10 utiliza tração traseira, com motor no eixo traseiro. O conjunto entrega 218 cv e 240 Nm, promovendo aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos. O comportamento em curvas é estável, com respostas rápidas em retomadas urbanas.
Espaço, hardware e tecnologia
No interior, o B10 oferece amplo espaço com assoalho plano, porta-objetos variados e porta-malas de 405 litros. O conjunto tecnológico inclui central multimídia de 14,6 polegadas, painel de 8,8 polegadas e pacote ADAS nível 2 com piloto automático inteligente. Sete airbags e câmera 360° compõem o acabamento de segurança.
Autonomia e plataforma
A bateria de 56,2 kWh promete até 288 km de autonomia pelo padrão Inmetro. O modelo utiliza a nova arquitetura Leap 3.5, que reduz peso e aumenta a eficiência energética em cerca de 19% em relação a conjuntos convencionais.
Conectividade e experiência de uso
Entre as novidades, o Apple CarPlay chegou ao B10, recurso ausente no C10. A cabine aposta em acabamento suave ao toque, teto panorâmico e carregador por indução, buscando transmitir sensação de categoria superior.
Governo, pós-venda e mercado local
A entrada do B10 no Brasil ocorre com apoio da Stellantis, o que pode facilitar a rede de pós-venda e a confiança do consumidor diante de marcas novas. O movimento ocorre em um momento de mercado marcado pela chegada de SUVs elétricos chineses que disputam clientes de modelos tradicionais.
Desdobramentos de test-drive e uso cotidiano
Em um teste de uso diário de uma semana, o B10 mostrou boa dirigibilidade, com 350 km percorridos na cidade e 170 km em estrada, mantendo reserva de 10% de autonomia. Em trechos rodoviários, carregadores lentos (7 kW) permitiram recuperação de cerca de 100 km, com recarga rápida próxima à cidade devolvendo 290 km em 37 minutos.
Considerações sobre infraestrutura de recarga
Durante o teste, pontos de recarga na estrada apresentaram indisponibilidade ou interrupções, exigindo deslocamentos adicionais. Mesmo assim, houve recuperação eficiente de autonomia com apoiamento de carregadores rápidos disponíveis próximo à entrada da cidade.
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