- Conjunto Perus 1, na zona norte de São Paulo, tem 426 unidades em dois edifícios e havia previsão de entrega para dezembro de 2025.
- Os prazos passaram a fevereiro, março e abril de 2026, e moradores dizem que nenhuma data para entrega está definida.
- A Sehab afirma que as obras foram concluídas dentro do prazo de 24 meses; a Caixa Econômica Federal diz que a entrega é responsabilidade dos gestores do programa.
- A transferência de propriedade para a Cohab foi concluída em março de 2026; a entrega é prevista ainda neste primeiro semestre, sem data exata.
- Moradores relatam vulnerabilidade: contratos de aluguel vencidos, risco de despejo e ausência de respostas objetivas das autoridades.
O residencial Perus 1, na zona norte de São Paulo, permanece sem entrega das 426 unidades, mesmo com as obras concluídas. Moradores relatam atraso constante e falta de respostas da Cohab e da prefeitura, gerando insegurança habitacional para famílias que aguardam a mudança desde 2024.
Os futuros moradores afirmam que as datas de entrega sofreram sucessivos adiamentos. Inicialmente prevista para dezembro de 2025, a conclusão foi empurrada para fevereiro, depois março e, por fim, abril de 2026. Apesar de as obras estarem concluídas, nenhuma chave foi oficialmente liberada.
As unidades ficam na rua Mogeiro, no centro de Perus. Embora as vistorias já tenham sido realizadas, síndicos formalizados e valores de condomínio apresentados, a liberação da moradia não ocorreu. A Caixa Econômica Federal atesta que as obras estão prontas e que o cronograma de entrega é responsabilidade dos gestores do programa.
Situação dos moradores
Fabia Guilherme, moradora em Itaquera, interrompeu o tratamento terapêutico de seu filho ao acreditar que a mudança ocorreria no início de 2026. Ela relata que a família reorganizou a rotina com a expectativa de se mudar para Perus 1. Outras beneficiárias afirmam que aguardam há meses sem informações objetivas.
Moradoras indicam ainda que o atraso tem impactado aluguel e condições de moradia atuais. Alessandra Rodrigues, que não renovou o aluguel, relata pressão do proprietário para desocupação. Monique Guimarães, desempregada, convive com a possibilidade de despejo. Maria Silva, mãe de seis filhos, diz estar há dias sem luz por ordem de despejo agendada desde janeiro.
Autoridades e beneficiários já participaram de reuniões no Anhangabaú e em plataformas on-line. A última reunião ocorreu em 14 de maio, sem definição de data para entrega das chaves, de acordo com os relatos das famílias.
Posicionamentos oficiais
A Sehab informou que as 426 unidades foram concluídas dentro do prazo contratual de 24 meses, conforme vistoria da Caixa em dezembro de 2025. A Caixa esclareceu que a responsabilidade pela entrega é dos órgãos gestores do programa, reserva mantida para o cronograma de entrega.
A transferência de propriedade do empreendimento para a Cohab foi concluída em março de 2026, segundo a secretaria. Em comunicado, a Sehab explicou que esse procedimento é necessário para regularizar documentação, infraestrutura e segurança jurídica antes da entrega.
A estimativa atual é de que as chaves sejam entregues ainda neste primeiro semestre, sem uma data fixa definida pela gestão municipal. Moradores seguem sem previsão concreta, enquanto aguardam as informações oficiais sobre o andamento do processo.
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