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Ministério Público investiga moradores do Jaguaré após explosão

Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar acolhimento às vítimas e a gestão das redes subterrâneas após explosão no Jaguaré, envolvendo Sabesp e Comgás

Epicentro da explosão continua com entulhos enquanto Sabesp trabalha para concluir as demolições
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  • O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar o acolhimento emergencial às vítimas, o atendimento das concessionárias envolvidas e o gerenciamento das redes subterrâneas na região do Jaguaré, após explosão causada pela Sabesp atingir a tubulação da Comgás.
  • O acidente ocorreu na tarde de 11 de maio, na Vila Nossa Senhora das Virtudes, deixou dois mortos, dois feridos e dezenas de imóveis destruídos.
  • A Sabesp informou estar em contato com o Ministério Público e a Defensoria, prestando apoio às famílias, e afirmou que 770 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil.
  • Moradores entregaram à Promotoria uma lista com 14 cobranças prioritárias sobre moradia, reconstrução, indenizações, informações e critérios de interdição.
  • O governador afirmou que o estado vai impor medidas e revisou protocolos, suspendendo temporariamente obras em áreas com redes subterrâneas compartilhadas e responsabilizando as concessionárias.

O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar o atendimento às vítimas, a atuação das concessionárias envolvidas na obra e o gerenciamento das redes subterrâneas na capital. O ato surge sete dias após a explosão no Jaguaré, causada durante uma perfuração da Sabesp e que atingiu a tubulação de gás da Comgás.

A explosão ocorreu na tarde de 11 de maio, na Vila Nossa Senhora das Virtudes, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. O rompimento ocorreu em área com rede subterrânea compartilhada entre Sabesp e Comgás, provocando a destruição de imóveis e mortes.

Entre as consequências, duas pessoas morreram: o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e o pintor Francisco Bondemba da Silva, 57. Quatro pessoas ficaram feridas e dezenas de imóveis foram danificados ou interditados.

O inquérito do MP visa esclarecer como tem sido o acolhimento das famílias atingidas, o custeio de despesas emergenciais, a oferta de moradia temporária e o cadastramento das vítimas. Além disso, analisa a higidez da interface entre as concessionárias envolvidas.

A Sabesp informou que tem prestado informações ao MP e à Defensoria e que mantém equipes mobilizadas para apoio às famílias. A empresa afirmou ainda que já forneceu 5 mil de auxílio emergencial a 770 família.

Moradores apresentaram à Promotoria uma lista com 14 reivindicações, dúvidas e cobranças, reunidas em uma reunião da comunidade. Entre os pontos, há cobranças sobre critérios de reconstrução, indenizações e prazos para pagamentos.

Entre as solicitações estão critérios para imóveis da CDHU, avaliação de danos materiais, indenização por perda de renda e cartas de crédito para moradia. Os moradores pedem que as cartas sejam discutidas caso a caso, sem condicionantes.

A Secretaria de Segurança já registrou que parte das casas permanece interditada para reformas ou demolição. Outras áreas foram liberadas depois de vistorias da Defesa Civil. O episódio motivou revisões de protocolos de segurança estaduais.

Durante visita ao Jaguaré, o governador afirmou que a mão pesada do Estado será aplicada contra as concessionárias responsáveis. Ele também informou a suspensão temporária de obras em áreas com redes subterrâneas compartilhadas e o reforço de medidas de segurança.

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