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Tiroteio em mesquita nos EUA deixa três mortos

Ataque a tiros em mesquita de San Diego deixa três mortos, incluindo segurança que agiu como herói; caso é investigado como crime de ódio

Mulher muçulmana chora em frente ao Centro Islâmico de San Diego, onde ocorreu o ataque desta segunda-feira (18) (Foto: JOHN GASTALDO/EFE/EPA)
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  • Três pessoas foram mortas em ataque a tiros no Centro Islâmico de San Diego, que abriga a maior mesquita da cidade e uma escola.
  • Um segurança, considerado herói, morreu ao tentar conter os atiradores; os outros dois mortos são homens adultos.
  • Dois suspeitos, de 17 e 18 anos, foram encontrados em um carro próximo, mortos por ferimentos autoinfligidos; o mais jovem foi identificado como Cain Clark, cuja mãe informou à polícia que o filho e o carro haviam desaparecido, juntamente com três armas.
  • A investigação aponta para crime de ódio; uma carta de suicídio foi encontrada na casa dos pais de um dos suspeitos com frases sobre orgulho racial, e discursos de ódio estavam rabiscados em uma das armas.
  • O prefeito Todd Gloria disse que a cidade foi abalada pelo ato violento em local de fé; o CAIR (Conselho de Relações Americano-Islâmicas) chamou atenção para o aumento da discriminação antimuçulmana nos EUA, com 8.683 denúncias no ano anterior.

O ataque a tiros ocorreu nesta segunda-feira (18) no Centro Islâmico de San Diego, complexo que abriga a maior mesquita da cidade e uma escola. Três pessoas morreram no ocorrido, conforme informações divulgadas pela CNN.

O chefe de polícia local, Scott Wahl, informou que um segurança da instituição morreu ao tentar conter os atiradores e evitar uma tragédia maior. Dois suspeitos, de 17 e 18 anos, foram encontrados posteriormente em um carro próximo ao local, com ferimentos autoinfligidos.

O mais jovem foi identificado como Cain Clark. A mãe dele comunicou às autoridades o desaparecimento do filho e do veículo horas antes do ataque, além de três armas. A polícia investiga o crime como de ódio; uma carta de suicídio foi localizada na residência dos pais de um dos suspeitos e houve mensagens de ódio rabiscadas em uma das armas, segundo a investigação.

O prefeito de San Diego, Todd Gloria, disse que a cidade está abalada e que ninguém deve temer locais de fé. Em contexto nacional, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas registrou 8.683 denúncias de discriminação antimuçulmana no último ano, o maior volume desde o início da coleta, em 1996.

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