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Dez dias após explosão, moradores de SP seguem incertos sobre segurança de casa

dez dias após explosão no Jaguaré, moradores convivem com casas interditadas e incerteza sobre recuperação, com duas mortes e atuação do governo

Dez dias após a explosão, moradores convivem com incertezas em SP: ‘Minha casa é segura?’
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  • Explosão na obra da Sabesp, no Jaguaré, em São Paulo, no dia 11 deste mês deixou dois mortos e três feridos, todos moradores da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II.
  • A Defesa Civil informou que 16 residências foram condenadas, 22 interditadas parcialmente e 99 liberadas; área atingida soma aproximadamente 2.000 m².
  • O governo, a Sabesp e a Comgás atuam para amparar as famílias e esclarecer as causas; a Sabesp suspendeu, por quinze dias, obras com interferência direta em redes de gás para revisar procedimentos de segurança.
  • Foram mapeadas 65 famílias em moradias coletivas afetadas; 18 foram levaram a conhecer imóveis na Reserva Raposo, com 10 aceites até o momento.
  • A perícia continua no local; a Polícia Civil abriu inquérito para apurar responsabilidades e o Ministério Público investigará o acolhimento e custeio das vítimas; cerca de 300 imóveis já foram vistoriados e 770 pessoas receberam auxílio emergencial de cinco mil reais.

Oito dias após a explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, moradores seguem sob incertezas. Dois mortos, três feridos e diversas residências atingidas marcaram o episódio, cuja perícia ainda investiga as causas.

As áreas com danos variam desde demolição total até interdições parciais. O balanço da Defesa Civil aponta 16 casas condenadas, 22 interditadas parcialmente e 99 liberadas após vistorias. Aproximadamente 2 mil m² de área foram total ou parcialmente destruídos.

O governo Estadual, em parceria com Sabesp e Comgás, atua no atendimento às famílias atingidas. A Sabesp suspendeu temporariamente obras com interferência em redes de gás por 15 dias para revisar procedimentos de segurança e fluxos de atuação. A CDHU avalia alternativas habitacionais para os atingidos, incluindo transferências para apartamentos mobiliados, cartas de crédito e auxílio-aluguel.

Desdobramentos e atendimento às famílias

Ao todo, 65 famílias que viviam em moradias coletivas no conjunto atingido devem passar por mudanças, com 16 já iniciando o processo de realocação. Algumas moram há anos no local e relatam impactos severos nos imóveis e na rotina. Moradores relatam insegurança quanto à estabilidade das estruturas e ao retorno às casas.

A Polícia Civil investiga responsabilidades em inquérito aberto pela SSP-SP, com andamento dito sem prazo para conclusão. O Ministério Público também instaurou apuração para acompanhar acolhimento e custeio de despesas, cobrando medidas preventivas das concessionárias. Até o momento, foram disponibilizados recursos emergenciais e serviços de apoio social.

Panorama dos números e assistência

Foram vistoriados 300 imóveis na região, com 160 serviços de reforma e limpeza realizados pelas empresas envolvidas. Cerca de 770 pessoas receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. Moradores seguem em hotéis ou em imóveis cedidos pela CDHU, com auxílio psicossocial em andamento. Um posto de atendimento permanece ativo para orientar as famílias.

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