- Familiares de adolescentes internados na Fundação Casa, em Piracicaba (SP), denunciam agressões praticadas por funcionários dentro da unidade, em ao menos oito casos.
- Segundo depoimentos, o episódio envolvendo dois coordenadores e dois agentes ocorreu em 11 de maio, com marcas no peito de um jovem observadas em 16 de maio.
- Há relatos de coação para não denunciar as agressões, com ameaça de atraso nos relatórios de avaliação que influenciam a saída da medida socioeducativa.
- A Fundação Casa informou ter aberto procedimento administrativo, requisitado imagens de monitoramento e que fará diligências para ouvir adolescentes e servidores, com eventual aplicação de medidas disciplinares ou legais.
- O Condepe recebeu as denúncias e classificou as informações como graves, mas ressaltou não ter poder direto para tomar providências; o Ministério Público de São Paulo ainda não se pronunciou.
Familiares de adolescentes internados na Fundação Casa de Piracicaba, SP, denunciaram à Promotoria relatos de agressões cometidas por funcionários da unidade. Ao todo, oito jovens teriam sido vítimas, com registros de 11 de maio e visitas posteriores que indicam marcas físicas.
Segundo relatos, uma familiar disse à Promotoria que o jovem apresentava marcas no peito em 16 de maio durante visita. A denúncia aponta medo de retaliação e possível transferência para outra cidade caso o caso seja denunciado.
Outros relatos indicam coação para atrasar relatórios de avaliação, o que, segundo as famílias, poderia influenciar a saída da medida socioeducativa. Há ainda menções a humilhações durante revistas na unidade.
Em resposta à denúncia
A Fundação Casa informou que instaurou procedimento administrativo após manifestação protocolada nesta quinta-feira, requisitou imagens de monitoramento e fará diligência na unidade para ouvir adolescentes e servidores. Caso comprovadas irregularidades, serão adotadas medidas disciplinares e legais cabíveis, segundo a instituição.
O Ministério Público de São Paulo não divulgou posicionamento até a publicação desta reportagem. O Condepe afirmou ter recebido o relato, classificado como grave, e que encaminhará a denúncia aos órgãos competentes, incluindo a Fundação Casa, a Ouvidoria, o MP e a Defensoria Pública.
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