- John Halpin, 46, foi condenado a cinco anos de prisão por direção perigosa que matou Anthony Hogg, 39, e Georgina Hogg Moore, 38, em 26 de dezembro de 2024, no oeste de Dublin, após colisão perto do Blanchardstown Shopping Centre.
- Halpin também se declarou culpado por não parar e por abandonar a cena sabendo que houve ferimentos.
- Nicole Fallon, 35, parceira dele, reconheceu ter dificultado a prisão e recebeu sentença suspensa de três anos; o casal tem quatro filhos.
- A filha de 17 anos das vítimas, Becky Joy Hogg, testemunhou o que presenciou ao lado dos pais no momento do acidente e descreveu o impacto emocional.
- O juiz considerou agravantes, como a velocidade de cerca de 85 km/h em uma via com limite de 60 km/h, e a fuga da cena; Fallon ajudou a mover o carro após o acidente.
Um homem foi condenado a cinco anos de prisão por atropelamento com fuga que matou um casal em Blanchardstown, oeste de Dublin, na véspera de Natal de 2024. Anthony Hogg, de 39 anos, e Georgina Hogg Moore, de 38, morreram após serem atingidos ao atravessar uma passagem de pedestres, com o veículo fugindo do local.
John Halpin, 46, residente na Whitestown Avenue, Blanchardstown, admitiu culpa pelos crimes de direção perigosa que resultou em mortes, não parar e abandonar o local sabendo que havia causado ferimentos. Sua parceira, Nicole Fallon, de 35, também admitiu obstruir a prisão dele. O juiz decidiu pela pena suspensa para Fallon, considerando o impacto sobre os quatro filhos do casal, conforme reportagem da RTÉ.
Detalhes do caso e impacto
A filha das vítimas, Becky Joy Hogg, de 17 anos, estava com os pais no momento do acidente e descreveu ao tribunal o que testemunhou. Ela disse ter visto os pais caminhando juntos ao saírem para um encontro, momentos antes do choque. No processo, Becky relatou que ouviu o grito da mãe e viu o pai ferido no chão, com a mãe atingida e arrastada sob o veículo, tendo falecido no local, e o pai falecendo posteriormente no hospital.
Peritos indicaram que a colisão ocorreu a cerca de 85 km/h em uma zona de limite de 60 km/h. Testemunhas ouviram travagens e viram o carro abandonar o local sem qualquer freada de emergência. As investigações apontaram que o carro pertencia a Fallon, que inicialmente afirmou não saber onde estava o marido. Posteriormente, foi revelado que Halpin retornou para casa e Fallon moveu o veículo para outro conjunto habitacional, além de roupas e telefones.
Contexto e condenação
Halpin apresentou-se às autoridades na noite do acidente, alegando cansaço e que não viu as luzes. Não havia indícios de alcoolismo ou uso de telefone no momento. Ele possuía 33 condenações anteriores, incluindo crimes de trânsito e posse de drogas. O juiz Martin Nolan ressaltou que, embora não tenha havido intenção de matar, a velocidade e a fuga configuram fatores agravantes, especialmente em via iluminada com semáforo para pedestres. Fallon foi descrita como tendo dificultado a investigação ao mover o carro.
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