- A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Marchand, cumprindo três mandados de prisão temporária e onze de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.
- O grupo é investigado por participação no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em dezembro de 2025, e por ocultação e inserção no mercado clandestino de arte.
- O principal investigado, considerado mandante intelectual, é Laessio Rodrigues de Oliveira; também são alvo Regiane Rodrigues da Silva e Carlos Leandro Ferreira da Silva.
- Durante a operação, foram apreendidos quadros sem comprovação de procedência e aparelhos celulares, que serão periciados.
- A investigação aponta uma estrutura organizada para o furto e a comercialização ilegal das obras, com atuação em leilões e espaços ligados ao mercado de arte.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira a Operação Marchand, visando grupo suspeito de participação no roubo de obras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital, em dezembro de 2025. A ação cumpriu três prisões temporárias e 11 mandados de busca e apreensão em SP e no Rio de Janeiro.
Entre os alvos estão pessoas e estabelecimentos ligados a leilões e à comercialização de obras de arte. Três mandados atingiram locais de leilão no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo a corporação.
A operação é conduzida pela Cerco, da 1ª Seccional do Decap, sob comando do delegado Ronald Quene. A investigação aponta ocultação, intermediação e inserção das peças no mercado clandestino.
A polícia informou que o grupo teria estrutura organizada para o furto e para a venda ilegal do patrimônio cultural. O suposto mandante intelectual do crime é Laessio Rodrigues de Oliveira, considerado pelo governo como um dos maiores ladrões de obras do Brasil. Regiane Rodrigues da Silva e Carlos Leandro Ferreira da Silva também são alvos.
Durante a ofensiva, agentes apreenderam quadros sem comprovação de procedência e aparelhos celulares, que serão periciados para avançar as investigações. A ação busca mapear a rede que fazia a intermediação das obras roubadas.
Contexto do roubo na biblioteca
Em dezembro de 2025, 13 obras e documentos históricos foram roubados da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. Dois homens armados renderam uma vigilante e um casal de idosos e fugiram rumo ao metrô Anhangabaú.
Entre as peças estavam oito gravuras da série Jazz, de Henri Matisse, e cinco gravuras de Candido Portinari, vinculadas a exposição Do livro ao museu. As obras foram retiradas em uma sacola e carregadas por dois suspeitos.
Atualizações processuais indicam que, em abril deste ano, o TJSP determinou a soltura de um dos réus. As investigações continuam para localizar todas as obras e identificar novos integrantes do grupo criminoso.
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