- Durante a audiência de custódia virtual, a defesa de Deolane Bezerra pediu prisão domiciliar, alegando ilegalidade por ser mãe de uma criança de nove anos.
- A prisão está ligada a uma investigação de lavagem de dinheiro supostamente associada ao PCC, com apontamento de cerca de três dezenas de empresas fantasmas abertas em um mesmo endereço.
- Deolane confirmou que seus advogados vão solicitar a revogação da prisão; a defesa sustenta que houve prisões no exercício da profissão, citando um depósito de R$ 24 mil de um antigo cliente entre 2019 e 2020.
- A polícia afirma que houve movimentações financeiras expressivas e indícios de ligação com integrantes do núcleo de comando do PCC, o que elevou a posição da influenciadora no caso.
- Também é mencionada relação entre Deolane e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, com papéis que envolveriam transmissão de ordens e gestão de lucros do esquema.
Durante a audiência de custódia de Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira 21, a defesa pediu a prisão domiciliar da advogada. O encontro ocorreu de forma virtual na Vara das Garantias de Osasco, em São Paulo, após a prisão da influenciadora.
Os advogados afirmaram que Deolane é mãe de uma menina de 9 anos e ressaltaram a ilegalidade da prisão, alegando que ela ocorreu no exercício da profissão. O vídeo da sessão foi obtido pela CNN Brasil.
Deolane confirmou ao juiz que seus advogados entrarão com pedido de revogação da prisão, sustendo que os valores recebidos guardam relação com o exercício da advocacia para integrantes do PCC. A defesa argumenta que a prisão é desproporcional, pois houve atuação antiga do caso, ainda em 2019-2020.
A audiência de custódia verificou a legalidade do cumprimento do mandado, mas nada apontou irregularidades no procedimento. Os pedidos da defesa deverão ser avaliados pelo juiz responsável pela expedição da prisão preventiva.
Por que Deolane foi presa?
Investigadores afirmam que a influenciadora tinha vínculos próximos com uma estrutura financeira vinculada ao PCC, usada para dar aparência legal a recursos ilícitos. Segundo os trabalhos, Deolane abriu 35 empresas fantasmas em um único endereço para facilitar a lavagem de dinheiro.
Pontos-chave sugerem que houve transferência de recursos para duas contas de Deolane, identificadas em celulares apreendidos, dentro de um contexto de fechamento de contas do PCC, não como pagamento por serviços legais. A polícia aponta movimentações financeiras expressivas, com indícios de ligação com o núcleo de comando da facção.
A investigação também relaciona Deolane a Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, apontada como intermediária das ordens da cúpula. Paloma seria responsável por repassar determinações ligadas ao esquema de lavagem, com Deolane oferecendo sua estrutura empresarial para integrá-la ao sistema.
A defesa divulgou uma nota pública reiterando a inocência de Deolane e afirmando que as medidas atuais são desproporcionais. O texto destaca a cooperação com o Judiciário e a busca pela licitude de suas atividades como advogada.
Defesas e próximos passos
- A defesa informou que continuará a cooperar com a Justiça e aguardará a análise dos pedidos de revogação da prisão pelo juiz responsável pela prisão preventiva.
- As autoridades manterão a apuração sobre a ligação entre Deolane e integrantes da cúpula da facção, com base em diligências e documentos apreendidos, para esclarecer o caso.
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