- A defesa de Deolane Bezerra pediu prisão domiciliar durante a audiência de custódia, citando que ela é mãe de uma criança de 9 anos e um entendimento do STF de 2018 para casos sem violência.
- A prisão ocorreu na investigação Vérnix, que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC; o caso começou em 2019 após bilhetes encontrados em presídio no interior de São Paulo.
- A Polícia Civil e o Ministério Público apontam que uma transportadora de valores seria usada como fachada para movimentar recursos do PCC, com duas contas alegadamente em nome de Deolane.
- A investigação afirma ligação de Deolane com Marcola principalmente por meio de Paloma Sanches Herbas Camacho, morando em Madri, além de vínculos com gerentes da transportadora.
- Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista; há histórico de outra prisão em 2025 relacionada a apostas online e lavagem de dinheiro.
Durante a audiência de custódia realizada após a prisão de Deolane Bezerra, a defesa pediu prisão domiciliar, citando que a influenciadora é mãe de um garoto de 9 anos e que o STF permite prisão domiciliar para mães com filhos pequenos em casos sem violência.
A defesa argumentou que a prisão preventiva seria desproporcional, uma vez que os fatos investigados teriam ocorrido em 2020 e não haveria violência ou grave ameaça envolvida. Deolane foi presa na operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
A operação Vérnix é realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. A investigação apura o funcionamento financeiro da facção e inclui empresas de fachada e operadores financeiros vinculados ao grupo.
Evolução do caso e local de atuação
Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. O sistema carcerário da unidade está superlotado, com capacidade para 714 vagas e 873 apenados atualmente.
Segundo as apurações, a influenciadora atuaria como uma espécie de “caixa do crime”, com movimentação de valores em contas próprias e empresariais, misturando recursos do PCC com atividades lícitas.
Envolvidos e ligações
A investigação aponta ligações de Deolane com o líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, por meio de Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha dele, que mora em Madri. A Polícia Civil também citou possíveis vínculos com operadores financeiros e gestores da transportadora envolvida.
Outros investigados incluem Everton de Souza, o “Player”; Alejandro Camacho, irmão de Marcola; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola.
Contexto da prisão e próximos passos
A Justiça decretou a prisão preventiva de Deolane após entender risco de fuga, sobretudo porque ela retornou ao Brasil pouco antes da operação, após meses na Europa. A defesa sustenta que o caso não envolve violência ou grave ameaça.
Entre as evidências, a polícia aponta depósitos fracionados em espécie, movimentações entre contas de pessoas físicas e jurídicas e uso de uma transportadora para dissimular a origem dos recursos.
Sobre Deolane e desdobramentos
Deolane Bezerra ganhou notoriedade após a morte do marido, MC Kevin, em 2021, e passou a ter presença maior nas redes e na mídia. A apuração também envolve o filho adotivo da influenciadora, conhecido como Chefinho, que teve buscas relacionadas à operação realizadas pela polícia.
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