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Delegado afirma que empresas ligadas a Deolane movimentaram dinheiro do PCC

Delegado afirma que empresas de Deolane movimentaram dinheiro do PCC, com depósitos fracionados, ligado a transportadora de fachada na operação Vérnix

A defesa de Deolane Bezerra afirmou que ela tem "absoluta inocência" nas acusações de elo com o PCC
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  • O delegado-geral Artur Dian disse à TV Band que as empresas da influenciadora Deolane Bezerra movimentam dinheiro do PCC, com depósitos fracionados e ligação com a sobrinha de Marcola, Paloma.
  • Deolane foi presa na quinta-feira por suspeita de lavagem de dinheiro; a investigação aponta que recebeu um milhão de reais em depósitos abaixo de dez mil reais entre 2018 e 2021 e que quase cinquenta depósitos foram destinados a duas empresas da influenciadora, totalizando setecentos e dezesseis mil reais.
  • Segundo a apuração, Paloma abriu trinta e cinco empresas em duas casas simples no interior de São Paulo, perto de Presidente Venceslau.
  • Em audiência de custódia, Deolane afirmou atuar “no exercício da profissão”; a defesa nega envolvimento com o PCC e o delegado disse que houve repasses sem relação comprovada com serviços advocatícios, sugerindo circulação de dinheiro fictícia.
  • A operação Vérnix investiga o uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC, com repasses a familiares de Marcola e a terceiros; o início ocorreu em 2019, após bilhetes apreendidos na Penitenciária de Presidente Venceslau.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou à TV Band que as empresas ligadas à advogada e influenciadora Deolane Bezerra movimentaram dinheiro relacionado ao PCC. A declaração ocorreu na sexta-feira, 22 de maio de 2026, após a prisão dela na quinta-feira, 21, em Alphaville (Barueri), na Região Metropolitana de São Paulo.

Deolane foi presa sob suspeita de participação na lavagem de dinheiro da organização criminosa. Segundo investigação, a influenciadora recebeu cerca de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil entre 2018 e 2021. Também foram identificados quase 50 depósitos, no total de R$ 716 mil, destinados a duas empresas da brasileira.

O delegado apontou que há indícios de circulação de recursos entre as empresas da Deolane e o crime organizado, citando a ligação com Paloma, sobrinha de Marcola, líder do PCC. Segundo ele, Paloma abriu 35 empresas em duas casas simples no interior de São Paulo, próximas a Presidente Venceslau.

Vérnix

A operação Vérnix resultou na prisão da influenciadora e investigou o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau como fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros.

A apuração começou em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. O material mencionava ordens internas, contatos com membros da alta hierarquia e ações violentas contra servidores públicos.

Entre os trechos, havia a referência a uma mulher associada à transportadora, que teria levantado endereços de agentes públicos. Esse material motivou investigações sobre a relação entre a transportadora e o PCC, ainda que não citasse diretamente o nome da influenciadora nos documentos originais.

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