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Deolane se recusa a fornecer senhas de celulares apreendidos pela polícia

Deolane Bezerra se recusa a fornecer senhas de dois celulares apreendidos; polícia avança na investigação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Os 2 aparelhos de Deolane (foto) foram recolhidos durante as buscas na casa dela, em São Paulo
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  • A influenciadora Deolane Bezerra dos Santos se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos pela polícia durante a operação Vérnix.
  • Os dois aparelhos foram recolhidos na casa dela, no condomínio Tamboré, na região metropolitana de São Paulo.
  • A Polícia Civil informou que a recusa em fornecer as senhas não atrapalhará as investigações, pois há técnica para extrair informações dos dispositivos.
  • Os investigadores apontam depósitos fracionados de cerca de R$ 1 milhão recebidos entre 2018 e 2021, além de quase R$ 716 mil em valores destinados a duas empresas da influenciadora.
  • Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, após ter estado detida na Penitenciária Feminina de Santana, na capital.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra dos Santos foi presa na operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Os aparelhos foram apreendidos durante buscas na casa dela, no condomínio Tamboré, em São Paulo. Ela se manteve detida desde a sexta-feira.

De acordo com a Polícia Civil, Deolane recusou fornecer as senhas de dois celulares ao ser abordada no cumprimento de mandados. Os técnicos disseram ter condições de extrair informações dos aparelhos sem as senhas.

Os investigadores afirmam que a recusa não impede a localização de dados relevantes para o inquérito. Técnicas de recuperação de dados podem ser utilizadas para acessar conteúdos arquivados.

Detalhes da operação

A Vérnix mira uma transportadora de cargas com sede em Presidente Prudente que, segundo apurações, funcionaria como fachada para movimentação de recursos da cúpula do PCC. O objetivo é apurar repasses a familiares de integrantes da organização.

A apuração começou em 2019, após apreensões na Penitenciária de Presidente Venceslau. Bilhetes apontaram contatos com membros da cúpula e menções a ações contra servidores públicos.

Entre os trechos, havia referência a uma “mulher da transportadora” que teria rastreado endereços de agentes públicos, levando a novas linhas de investigação sobre a relação com Deolane.

Situação processual e próximos passos

Em audiência de custódia, realizada na quinta-feira, a defesa afirmou que a pessoa está presa no exercício da profissão. O delegado-geral Artur Dian informou que há indícios de repasses não comprovados como serviços advocatícios.

Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior paulista, após permanecer na Penitenciária Feminina de Santana, na capital. A defesa nega qualquer vínculo com lavagem de dinheiro.

A polícia segue com a coleta de provas e a análise das informações armazenadas nos dispositivos apreendidos, bem como de outros elementos reunidos durante a investigação Vérnix.

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