- Exposição Rever Baravelli, em cartaz no Centro MariAntonia da USP, reúne cerca de sessenta obras que itineram pela carreira do artista paulista Luiz Paulo Baravelli (nascido em 1942).
- A mostra destaca a diversidade de suportes, técnicas e linguagens presentes na produção, que vai desde grandes pinturas sobre madeira até as chamadas “pinturas-gato” de pequena dimensão (2025–2026).
- Destaques incluem as séries Caras, Krazy Kat, Estud os Acadêmicos e Hermas, com uso de materiais como madeira, metal, vidro e técnicas como encáustica e collage.
- A integração entre arte e artesanato, com procedimentos que combinam serrar, colar e projetar imagens, é enfatizada pela curadora Maria Alice Milliet.
- A mostra fica aberta até 26 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h; a entrada é gratuita.
Entre suportes, estilos e técnicas, Luiz Paulo Baravelli apresenta em cartaz uma trajetória que abre espaço para a variedade. A exposição Rever Baravelli reúne cerca de 60 obras e fica em cartaz até 26 de julho no Centro MariAntonia da USP.
A mostra destaca a recusa do artista paulista em seguir uma linguagem única, buscando capturar a complexidade da realidade visível. A curadoria, assinada por Maria Alice Milliet, descreve a produção como uma busca por representações radicais do mundo.
A organização da mostra privilegia a diversidade de suportes e procedimentos, que vão da madeira à metalurgia, passando pela aplicação de técnicas como a encáustica. Baravelli trabalha de modo a mesclar arquitetura, desenho e imagem em um conjunto plural.
Sobre a exposição
As peças de grande formato da série Caras aparecem fixadas diretamente na parede, como A Estrangeira e Exatidão de Um Menino. Já as chamadas pinturas-gato, de dimensões menores, surgem entre 2025 e 2026 e seguem uma linha mais contida e sugestiva, segundo a curadora.
Entre os destaques, há obras que extrapolam molduras, exploram perspectiva e constroem ambiências, como Lados do Ibirapuera, Casa do Renato e Caminho Azul. A curadora ressalta que o conjunto revela uma prática híbrida entre arte e artesanato.
Nú no feminino e epicentro da pesquisa
A exposição reserva uma sala para o nu feminino, com nascimentos de uma prática que remonta ao período de Wesley Duke Lee. O desenho de observação é derivative para as pinturas, com modelos estudadas em clubes de vida real antes de serem transferidas para a tela, na maioria das vezes sob a lente da cera de abelha em encáustica.
A série Estudos Acadêmicos reúne 18 quadros em encáustica sobre madeira, com nus frontais que enfatizam traços da feminilidade e a silhueta jovem. O uso da técnica exige pintura rápida antes do resfriamento da cera, marcando uma ruptura com processos anteriores de Baravelli.
O artista multifacetado
Baravelli é formado em arquitetura pela USP e teve treino em desenho e pintura na FAAP, com ligação inicial à linguagem pop pela influência de Wesley Duke Lee. Em 1970, fundou a Escola Brasil, projeto de experimentalismo que funcionou até 1974, e participou da criação da revista Arte em São Paulo, entre 1981 e 1983.
A produção do artista é marcada pela diversidade e pela experimentação contínua, sem fases线 definidas. Nascido em 1942, Baravelli vive e trabalha na Granja Viana, mantendo um ateliê em casa que sustenta um método de captação de imagens a partir de recortes de mídia e desenhos de observação.
Informações de visita
Rever Baravelli fica aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, no Centro MariAntonia da USP, na Rua Maria Antonia, 258, em São Paulo. A entrada é gratuita. Para mais informações, consulte o site do Centro MariAntonia.
Entre na conversa da comunidade