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Ladrão de obras apontado como mandante do roubo na Biblioteca Mário de Andrade

Polícia prende mandante do roubo de gravuras na Biblioteca Mário de Andrade; investigação aponta planejamento do crime e risco de venda das obras não localizadas

Ladrão com obras roubadas da Biblioteca Mário de Andrade em rua do Centro de São Paulo.
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  • A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações do roubo à Biblioteca Mário de Andrade, realizado em 7 de dezembro do ano passado, com três prisões e onze buscas na operação Marchand.
  • Laéssio Rodrigues é apontado como mandante e mentor do crime; ele já foi preso preventivamente em abril após tentar corromper um agente de segurança de um instituto federal do Rio de Janeiro, para subtrair obras de arte, mediante suborno de R$ 500 mil.
  • Regiane foi presa nesta sexta-feira; Carlos também está detido, enquanto Gabriel Pereira Rodrigues de Mello é foragido. Felipe dos Santos Fernandes Quadra já foi preso; o grupo ainda envolve Magrão (Luis Carlos do Nascimento) e Cicera de Oliveira Santos, que respondem em liberdade.
  • Foram roubadas treze obras de arte: cinco assinadas por Candido Portinari e oito de Henri Matisse, além de documentos históricos; o prejuízo estimado fica entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão.
  • As obras ainda não foram localizadas; há indícios de que possam ter ido a leilões no Rio de Janeiro, e celulares apreendidos devem ajudar a esclarecer a dinâmica do grupo.

A Polícia Civil de São Paulo informou avanço nas investigações sobre o roubo de gravuras da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrida em dezembro de 2025, no centro da capital. A operação Marchand cumpriu 3 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.

Segundo a polícia, o mandante e mentor do crime é Laéssio Rodrigues, considerado pelo órgão como o maior ladrão de obras do Brasil. Ele já está detido desde abril deste ano, após tentativa de suborno a um agente de segurança no Rio de Janeiro.

Carlos também está preso pelo mesmo episódio que levou à detenção de Laéssio. Regiane foi detida nesta sexta-feira, na Vila Maria, zona norte de São Paulo. A defesa dos três não foi localizada até o fechamento desta apuração.

Campo de atuação e alvos da operação

Os agentes da 1ª Cerco realizaram buscas e cumpriram ordens em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. Os alvos incluem imóveis ligados a pessoas e empresas que atuam com leilões e comercialização de obras de arte.

O roubo e as vítimas

Na ocasião, dois homens armados invadiram a biblioteca, renderam vigilante e visitantes e subtraíram 13 obras de arte: cinco gravuras de Candido Portinari e oito de Henri Matisse, além de documentos históricos. O prejuízo estimado fica entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de reais.

Desdobramentos da investigação

A polícia aponta que o plano era vender as gravuras para Laéssio pelo valor de 110 mil reais. Gabriel Pereira Rodrigues já havia recebido parte do montante, segundo as apurações. Parte das obras permanece desaparecida e pode ter sido leiloada no Rio de Janeiro.

Envolvidos adicionais

No caso também são investigados Luiz Carlos do Nascimento, o Magrão, ligado ao PCC, e Cicera de Oliveira Santos, esposa de Gabriel. Ambos chegaram a ser presos, mas respondem em liberdade; as defesas não foram localizadas.

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