- Regiane Rodrigues da Silva, 44 anos, foi presa na zona norte de São Paulo, acusada de ligar o mandante ao executor do roubo de setembro do ano passado na Biblioteca Mário de Andrade.
- A ação foi monitorada por câmeras de segurança próximas ao local; dois homens invadiram o prédio e levaram oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari.
- O valor das obras excede R$ 1 milhão; Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53 anos, é apontado como um dos maiores ladrões de obras do país e foi preso em abril por tentar subornar um segurança no Rio de Janeiro.
- As obras roubadas ainda não foram recuperadas e podem ter sido enviadas ao exterior; o grupo atuava de forma clandestina no mercado de arte.
- Além de Regiane, Carlos Ferreira da Silva, 38, também está preso; foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na região metropolitana de São Paulo.
Uma mulher foi presa em São Paulo envolvida no roubo de obras raras da Biblioteca Mário de Andrade. O crime ocorreu em setembro do ano passado, quando dois homens invadiram a instituição e levaram oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari. A ação foi monitorada por câmeras de segurança.
A polícia identificou Regiane Rodrigues da Silva, 44 anos, como responsável por aproximar o mandante do executor do crime. As obras têm valor estimado em mais de R$ 1 milhão. O caso envolve ainda o liderado, considerado um dos maiores ladrões de arte do país.
Envolvidos principais
Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53, é apontado como mandante e autor de crimes contra o patrimônio cultural. Ele foi preso em abril, no Rio de Janeiro, por tentativa de suborno a um segurança. A investigação aponta ligações com o roubo na biblioteca, ainda sem recuperação das peças.
Carlos Ferreira da Silva, 38, também está preso e é suspeito de participação no furto. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na região metropolitana de São Paulo. Obras sem procedência foram apreendidas durante as operações.
Desdobramentos
Especialistas apontam que o grupo atua de forma organizada no mercado de arte ilegal, com funções bem definidas. As obras apreendidas ainda não possuem relatório de localização e podem ter sido enviadas ao exterior. A defesa de Regiane nega as acusações; não foram localizados os advogados dos demais citados para comentário.
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