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PF aponta homem como principal ladrão de livros raros no Brasil

Polícia Federal aponta Laéssio Rodrigues como o maior ladrão de livros raros do Brasil; investigações associam furtos de obras centenárias e de quadros de Matisse e Portinari

Como agia o homem apontado pela PF como o maior ladrão de livros raros do Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Laéssio Rodrigues de Oliveira é apontado pela Polícia Federal como o maior ladrão de livros raros do Brasil e foi preso novamente em investigação sobre furtos de obras históricas e de quadros valiosos.
  • Segundo a PF, ele já foi preso ao menos 11 vezes e estaria envolvido no furto de 16 livros centenários avaliados em milhões de reais.
  • Em São Paulo, o grupo se apresentava como pesquisador e chegou a furtar livros no Clube Português, aproveitando a saída de uma funcionária.
  • O grupo também é ligado ao roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, incluindo quadros de Henri Matisse e Candido Portinari; Laéssio é apontado como mentor intelectual.
  • Investigadores indicam que o criminoso ia migrando dos furtos de livros para roubos de quadros, com áudio em que oferece dinheiro a vigilantes e envolve uma mulher recrutada para seduzir funcionários.

Laéssio Rodrigues de Oliveira, apontado pela Polícia Federal como o maior ladrão de livros raros do Brasil, foi novamente preso; a ação envolve furtos de obras históricas avaliadas em milhões de reais, além de investigações sobre roubo de quadros de artistas renomados em São Paulo. A operação envolve a PF e a Polícia Civil.

Imagens da investigação mostram o suspeito em bibliotecas e instituições históricas, acompanhado por comparsas. Em um caso registrado neste ano no Clube Português, em São Paulo, o grupo simulou estar saindo com uma funcionária para ocultar livros históricos sob as roupas.

16 livros centenários teriam sido levados até o momento, segundo a apuração. A representante da instituição envolvida afirma que é difícil estimar o valor das obras, que remontam aos séculos XVI a XVIII.

Disfarce de pesquisador e novo revés

Laéssio e o grupo teriam se apresentado como pesquisadores interessados em documentos sobre a Revolução Constitucionalista de 1932. O diretor do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo reconheceu o suspeito, mesmo com máscara, após identificar pela testa. Ele não conseguiu levar nada nessa tentativa, ao contrário de 2006, quando peças históricas sumiram e não foram recuperadas.

O diretor ressalta que furtos de acervos históricos causam perdas profundas, chegando a impactar a identidade da instituição.

Obsessão por livros e novos alvos

A narrativa da investigação aponta que o suspeito agia de várias formas para acessar acervos. Um dos métodos consistia em tentar subornar vigilantes para facilitar os furtos e substituir itens originais por réplicas. Um áudio revela a oferta de dinheiro a um funcionário para obter acesso às obras. Em outro registro, uma mulher é citada como recrutada para seduzir vigilantes.

Laéssio e dois comparsas foram presos recentemente em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em uma operação que reforçou o foco em obras raras.

Suspeita de participação em roubo de quadros

As investigações também ligam Laéssio ao roubo de 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade, no ano anterior. Entre as peças estavam quadros de Henri Matisse e Candido Portinari. A Polícia Civil de São Paulo o aponta como mentor intelectual do crime, com mensagens trocadas entre ele e um dos suspeitos.

Em nova gravação, o investigado afirma ter migrado dos furtos de livros para o saque de obras de arte; a PF aponta que nenhuma das obras roubadas foi recuperada. Mesmo preso, ele teve novo mandado de prisão expedido.

Impacto às instituições e dúvidas sobre receptação

Para as vítimas, a principal preocupação é localizar as obras desaparecidas e entender quem está recebendo as peças roubadas. A representante Fabíola Neves reforça o desafio de apurar os receptadores e o destino dos itens furtados.

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