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Toscana Brasileira: capital da cerâmica de alta temperatura a 1.000 m

Cunha é a capital nacional da cerâmica de alta temperatura, com cinquenta fornos noborigama e forte ligação entre Japão e Mantiqueira

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  • Cunha, na Serra da Mantiqueira, a 240 quilômetros de São Paulo e 49 quilômetros de Paraty, é a Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura desde 2022, abrigando o maior número de fornos noborigama fora do Japão.
  • O primeiro forno noborigama do Brasil foi construído em 1975 no antigo matadouro, por um grupo que incluiu ceramistas japoneses e o arquiteto Alberto Cidraes, com queimas que chegam a 1.400 graus Celsius em 30 a 40 horas.
  • Hoje, a cidade concentra cinquenta ateliês de cerâmica japonesa no centro histórico, promovendo a fama internacional do polo.
  • Além da cerâmica, Cunha recebe o Lavandário, um dos maiores campos de lavanda do Brasil, e a Pedra da Macela, mirante a 1.840 metros com vista para Paraty, Angra dos Reis e Pico dos Marins.
  • A gastronomia local valoriza pinhão, truta, café colonial e cachaça artesanal, típicos da alta altitude da Mantiqueira.

A cidade de Cunha, na Serra da Mantiqueira, foi reconhecida como Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura pela Lei federal de 2022. O título celebra a tradição cerâmica local, que abriga o maior conjunto de fornos noborigama fora do Japão, distribuídos em cerca de 50 ateliês no centro histórico. A altitude fica em torno de 1.000 metros, contribuindo para o clima ameno.

A origem do polo remonta a 1975, quando o arquiteto Alberto Cidraes, sua esposa Maria Estrela e os ceramistas japoneses Toshiyuki e Mieko Ukeseki chegaram à cidade. Eles ergueram o primeiro forno noborigama do Brasil no antigo matadouro. Hoje, as queimas sobem a 1.400°C, com ciclos de 30 a 40 horas.

Atrações e paisagens

Além da cerâmica, Cunha é conhecida como Toscana Brasileira. O Lavandário, um dos maiores campos de lavanda do país, oferece vistas para a Serra do Mar e encanta ao pôr do sol. A Pedra da Macela, com 1.840 metros, oferece mirante que alcança Paraty, Angra dos Reis e o Pico dos Marins.

Gastronomia e cultura

A culinária de altitude privilegia pinhão, truta e café colonial. Pratos com pinhão aparecem em sopas e receitas quentes, a truta vem de fazendas locais, e o café colonial reúne pães, geleias, queijos e doces. Cachaça artesanal da Mantiqueira também integra o cardápio da região.

Como visitar e quando ir

O clima é tropical de altitude, ameno o ano todo, com inverno seco. O Festival da Cerâmica ocorre em junho, e o Festival de Inverno atrai visitantes. A estrada de acesso para Paraty costuma ter neblina, fazendo parte da experiência da visita.

Como chegar

De São Paulo, Cunha está a cerca de 240 km pela Rodovia Presidente Dutra, com saída em Guaratinguetá, seguindo pela SP-171. Do litoral de Paraty, a distância é de 49 km pela Estrada Cunha-Paraty, trecho com trechos asfaltados e de terra. Ônibus ligam a cidade a partir de São Paulo, Rio de Janeiro e Taubaté.

Considerações finais

Cunha oferece 50 ateliês, jardins de lavanda, mirantes e uma gastronomia típica de altitude. O conjunto de atrações permite combinar arte, natureza e tradição caipira em um único roteiro de fim de semana.

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