- Argentino de sessenta e três anos foi preso em flagrante em Minas Gerais após fotografar uma criança negra durante o passeio no trem Maria Fumaça, entre São João del-Rei e Tiradentes, e enviar as imagens acompanhadas de comentários racistas por aplicativo.
- Turistas alertaram a mãe da criança; a Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada e o suspeito permaneceu contido até a chegada dos agentes.
- A mãe confrontou o homem, que desbloqueou o celular e mostrou as mensagens ofensivas e as fotografias.
- O conteúdo racista foi compartilhado em grupos e aplicativos; o argentino foi preso com base no crime de injúria racial, previsto no artigo vinte da Lei sete mil cento dezesseis/1989.
- O celular foi apreendido para preservar provas, e o homem foi encaminhado ao sistema prisional, à disposição da Justiça.
Um homem argentino foi preso neste domingo (24) após fotografar uma criança negra durante passeio no trem turístico Maria Fumaça, entre São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais. O episódio ocorreu no Campo das Vertentes, quando turistas perceberam a ação do suspeito e acionaram a mãe da criança.
As imagens foram enviadas por aplicativo de mensagens, acompanhadas de comentários de cunho racista. Em uma conversa, o argentino chegou a mencionar a possibilidade de “levar” a criança como escrava. A mãe confrontou o homem, que desbloqueou o celular e permitiu a visualização das mensagens e das fotos. Passageiros contiveram o suspeito até a chegada da Polícia Militar.
A Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Civil foram acionadas. O conteúdo racista foi comprovado em mensagens de grupos e de aplicativos, com base no relato das testemunhas e das provas coletadas. O aparelho foi apreendido para preservação de evidências. O homem, de 63 anos, foi preso em flagrante por injúria racial, conforme o artigo 20 da Lei 7.716/1989, e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Investigação e desdobramentos foram detalhados pela Polícia Civil, que informou a prisão foi ratificada pelo crime de injúria racial. A apuração continua para apurar a extensão do compartilhamento das imagens e demais possíveis circunstâncias do caso.
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