- O Instituto Ética Saúde lançou a plataforma Radar Ética Saúde para divulgar casos de corrupção e irregularidades na saúde, com foco em casos já divulgados pela mídia e com repercussão nacional.
- Entre 2025 e 2026, foram identificados 38 casos de corrupção na saúde em investigação, sendo 27 em 2025 e 11 até março de 2026; ainda não há confirmação de irregularidades para todos.
- O instituto já encaminhou 63 casos suspeitos desde 2015, mas apenas três foram concluídos; o levantamento está em aprimoramento para incluir desfechos de investigações.
- Em 2025, as irregularidades mais comuns envolveram Organizações Sociais de Saúde, desvio de recursos, nepotismo, fraudes e licitações, entre outros. Em 2026, destacaram-se direcionamento de editais e vazamento de dados de médicos.
- Além disso, a plataforma reúne queixas de planos de saúde (NIP) e aponta que houve 622 mil registros nos últimos dois anos, com principais queixas envolvendo negativas de cobertura, demora de autorização e reajustes abusivos.
O Instituto Ética Saúde lançou a plataforma Radar Ética Saúde para divulgar casos de corrupção e irregularidades na área da saúde. A iniciativa foca em denúncias que cheguem à mídia e estejam sob investigação no país.
Até o momento, o levantamento identificou 38 casos de corrupção em andamento entre 2025 e 2026, com 27 ocorrendo em 2025 e 11 até março deste ano. Ainda não há confirmação sobre desfechos. Os dados estão na plataforma Ites.
Segundo o instituto, os números são comparáveis a ações da CGU, que registrou 76 operações de combate à corrupção em 2025 em diferentes áreas públicas. O objetivo é medir o volume específico da saúde.
Panorama por tipo de irregularidade
O IES aponta desvio de recursos, nepotismo, fraudes e superfaturamento como práticas recorrentes em 2025. Também houve ocorrências de contratações sem capacidade técnica e uso de documentos falsos.
Em 2026, destacam-se direcionamento de editais, vazamento de dados de médicos e uso indevido de informações sensíveis, com casos de coerção de pacientes e uso de empresas sem capacidade técnica.
Caso de atuação em São Paulo
No estado, a Operação Bula Fria investiga venda ilegal de medicamentos oncológicos sem registro sanitário. A Operação Glycon apura acesso indevido a dados de pacientes do SUS com uso de inteligência artificial.
A plataforma deve ser ampliada até o primeiro trimestre de 2027, para abranger investigações dos últimos dez anos e mostrar desfechos como condenações ou arquivamentos.
Queixas contra planos de saúde
A ferramenta reúne dados sobre reclamações de usuários contra planos de saúde, com 622 mil Notificações de Intermediação Preliminar entre 2024 e 2026. O total corresponde a 42 milhões de beneficiários de 10 operadoras.
As principais queixas envolvem negativa de cobertura, demora na autorização e reajustes abusivos. A Unimed, Hapvida NotreDame e Bradesco Saúde lideram os registros de NIPs.
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