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Brasil atinge muito alto desenvolvimento humano em 2024, aponta relatório

Brasil atinge, em 2024, patamar de muito alto desenvolvimento humano, com avanços em educação, longevidade e renda, enquanto desigualdades raciais permanecem

Pessoas caminham na avenida Paulista, em São Paulo
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  • O Brasil atingiu o patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, segundo o Radar IDHM do Pnud, com o IDH‑M nacional subindo de 0,744 para 0,805.
  • A desigualdade entre brancos e negros permanece significativa, mas a diferença caiu de 14% para 9%.
  • O ritmo de crescimento foi maior entre negros (dez vírgula três por cento) do que entre brancos (cinco vírgula cinco por cento), com brancos em 0,851 e negros em 0,774 em 2024.
  • O IDHM Educação foi o componente que mais avançou, enquanto longevidade e renda tiveram aumentos menores; houve queda em 2021 causada pela pandemia, seguida de recuperação a partir de 2022.
  • Ao considerar o IDHM ajustado à desigualdade, o Brasil seria classificado como médio em 2024, e todos os estados atingiram alto ou muito alto IDH‑M, com discrepâncias regionais persistentes.

O Brasil atingiu, pela primeira vez, o patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, segundo o Radar IDHM do Pnud. O estudo analisa o IDH-M do país de 2012 a 2024, mostrando avanço de 0,744 para 0,805.

O índice nacional atingiu o maior valor da série. O IDH-M engloba longevidade, educação e renda, com adaptação brasileira da metodologia. Não é possível comparar diretamente com o IDH global.

Apesar do avanço, o relatório aponta desigualdades persistentes entre brancos e negros. A distância diminuiu, mas continua significativa e varia conforme raça e gênero.

Entre raças, brancos passaram de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024. Já a trajetória dos negros foi de 0,694 a 0,774 no mesmo período. O ritmo de crescimento foi maior entre negros (10,3%) que entre brancos (5,5%).

Em 2024, o Brasil registrou crescimento nas três dimensões do IDHM, com a Educação apresentando a maior evolução, em média 1,35% ao ano. Longevidade e renda cresceram, respectivamente, 0,31% ao ano.

Desigualdade e desempenho ajustado

O IDHM Ajustado à Desigualdade aponta cenário mais crítico: o Brasil sairia de baixo desenvolvimento em 2012 para médio em 2024, evidenciando déficits em parte da população.

No recorte de renda, mulheres ficaram mais desfavorecidas ao longo do período. Entre 2012 e 2024, o índice ajustado de homens subiu de 0,737 para 0,802, enquanto o de mulheres foi de 0,736 para 0,798.

Resultados estaduais

Em 2024, todas as 27 unidades federativas atingiram o patamar de alto ou muito alto IDH-M. Nove estados ficaram acima da média nacional, todos da região Sul e Sudeste.

Avariação regional persiste: a expectativa de vida varia de 74,32 anos (Amapá) a 79,75 anos (DF). Renda domiciliar per capita vai de R$ 482,46 no Maranhão a R$ 1.465,10 no DF.

O estudo aponta ainda diferenças na educação: a parcela da população com ensino superior completo varia de 59,14% (Paraíba) a 83,37% (DF). Os maiores ganhos ocorreram em Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.

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