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Gerson Palermo, chefe do PCC e piloto, é preso na Bolívia após anos foragido

Preso na Bolívia após seis anos foragido, Gerson Palermo, piloto de avião e líder do PCC no Mato Grosso do Sul, acumula 126 anos de condenação

Gerson Palermo
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  • Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu, chefe da cúpula do PCC e piloto de avião, foi preso na Bolívia após seis anos foragido.
  • Ele soma condenações por tráfico de drogas e pelo sequestro de um Boeing da Vasp, em agosto de 2000, quando flights com 60 passageiros foi desviado.
  • Pal em ambos os casos: no caso do sequestro, a aeronave transportava malotes do Banco do Brasil; apenas parte do valor foi recuperada.
  • Em abril de dois mil e vinte, recebeu prisão domiciliar concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, que é investigado por suspeita de venda de sentenças.
  • Antes da liberação, estava em regime fechado em Campo Grande desde abril de dois mil e dezessete, após a Operação All In que apreendeu crock de cocaína, e rompeu a tornozeleira horas após a decisão, desaparecendo.

Gerson Palermo, o traficante conhecido como Pigmeu, foi preso nesta terça-feira na Bolívia após ficar seis anos foragido. Considerado chefe da cúpula do PCC em Mato Grosso do Sul, ele acumula condenações por tráfico de drogas e por sequestro de um avião em 2000. A PF informou que a prisão ocorreu com apoio das autoridades bolivianas, e que a defesa não foi localizada.

A Polícia Federal aponta que Palermo obteve um habeas corpus concedido em abril de 2020, pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, hoje sob investigação por suspeita de venda de sentenças. O desembargador nega irregularidades. Palermo já era réu em regime fechado desde 2017, quando foi preso na Operação All In e teve 810 kg de cocaína apreendidos.

Antes da prisão domiciliar, durante a pandemia, o traficante foi beneficiado com a saída para prisão domiciliar com base em alegação de problema de saúde, sem laudo médico comprovando a condição. A PF suspeita de favorecimento e de recebimento de propina por meio de esquema conhecido como gado de papel, envolvendo familiares do magistrado.

Sequestro de avião e condenações

A atuação criminosa de Palermo soma 126 anos de pena, incluindo o sequestro de um Boeing da Vasp em agosto de 2000, no Paraná. O avião transportava 60 passageiros e, logo após a decolagem de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, teve a rota desviada para Porecatu, no interior do estado.

Após o crime, Palermo foi localizado uma semana depois na Avenida Paulista, usando o mesmo telefone utilizado no sequestro. Em sua mochila, foram encontrados 67 mil reais dos malotes roubados. O caso do sequestro resultou em 66 anos de prisão adicionais.

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