- A investigação criminal do escândalo Horizon IT da Post Office pode ser atrasada em até cinco anos se não houver milhões de libras adicionais.
- O chefe da operação, Stephen Clayman, disse que o tamanho da equipe precisa duplicar para cumprir o prazo de encaminhar arquivos para eventuais acusações até o fim do próximo ano ou início de 2028.
- Hoje trabalham 111 detetives, sendo necessários mais 99; a operação é conjunta entre a National Police Chiefs’ Council e o Metropolitan Police Service, com apoio de forças locais.
- Cerca de oito milhões de documentos precisam ser periciados, e 13 de 53 investigados já foram ouvidos sob cautela.
- O Home Office já destinou 2,8 milhões de libras, ficando cerca de 16,5 milhões de libras aquém do necessário; o governo afirma estar considerando pedidos de financiamento adicional e ouvir as vítimas.
O inquérito criminal sobre o escândalo Horizon IT do Post Office pode sofrer atraso de até cinco anos sem uma nova rodada de financiamento, alertaram as autoridades. O comandante à frente da investigação nacional, Stephen Clayman, disse que a equipe precisa dobrar para cumprir o cronograma atual.
Atualmente, 111 detetives trabalham no caso, considerado extremamente complexo; a necessidade seria de mais 99 profissionais. O objetivo é enviar dossiês para eventuais acusações até o fim do próximo ano ou no início de 2028.
O Horizon IT, que funcionou a partir de 1999, criava falsos déficits contábeis nas agências do Post Office, levando sub-postmasters a serem responsabilizados. O desfecho já é apontado como uma das maiores injustiças do Reino Unido.
Mais de 900 pessoas foram processadas e algumas chegaram à prisão. Em alguns casos, houve falecimento de vítimas antes da Justiça. A investigação, batizada de Operação Olympos, começou em 2020 e hoje envolve forças policiais de todo o país.
O esforço é financiado principalmente por forças locais, com apoio de verbas do Home Office. A estimativa publicada aponta que £2,8 milhões foram recebidos, cerca de £16,5 milhões a menos do que o necessário neste ano fiscal.
Atrasos no financiamento são vistos como problemáticos pela polícia, que ressalta o impacto nos prazos e na qualidade das provas. A opinião pública acompanha o desfecho com pressão por responsabilização.
Seema Misra, ex-sub-postmaster, remarcou à BBC a percepção de desigualdade entre investimentos em litígios e a busca por justiça para cidadãos comuns, destacando a necessidade de accountability.
Policiais ressaltam que o trabalho envolve milhões de documentos a serem periciados e que sete suspeitos adicionais foram ouvidos neste ano, elevando para 13 o total de pessoas sob escrutínio, entre 53 investigados.
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