- O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou um casal pela morte do cão conhecido como “Branquinho”, ocorrida em novembro de 2025 no bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre.
- A ação foi violenta: o animal foi arrastado pelo pescoço com uma corda e agredido com uma picareta, conforme imagens de câmeras na residência dos denunciados.
- A denúncia aponta que as agressões foram incentivadas pela mulher com apoio direto do homem e que se tratou de prática recorrente no ambiente doméstico.
- O MP pediu prisão preventiva do homem, citando risco de reiteração criminosa e elevada periculosidade; a prisão da mulher já foi decretada pela 1ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre em 13 de maio.
- Também foi solicitada a perda definitiva da guarda dos animais resgatados e a proibição de que os denunciados mantenham novos animais; uma segunda denúncia, pela mesma dupla, envolve maus-tratos a outros animais, incluindo sete cães, um gato, três equinos e 24 galináceos.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, nesta terça-feira (26), um casal pela morte do cão conhecido como Branquinho ocorrida em novembro de 2025, no bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre. A denúncia aponta violência extrema e participação de ambos no ato.
Conforme o MP, Branquinho foi arrastado pelo pescoço com uma corda e atingido com uma picareta, resultando em seu falecimento. As agressões ficaram registradas por câmeras de monitoramento da residência dos denunciados, que também mostram o descarte do corpo.
A investigação indicou que a ação foi cometida pela mulher com incentivo direto do homem, configurando prática recorrente no ambiente doméstico. Laudos veterinários e relatórios técnicos sustentam a avaliação de maus-tratos sistemáticos e negligência.
Prisão e medidas judiciais
O MPRS pediu prisão preventiva do homem, citando risco de reiteração criminosa, violência reiterada e elevada periculosidade social, além de registros anteriores de violência. Já a prisão da mulher foi decretada pela 1ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre no dia 13 de maio, a pedido do Ministério Público.
O órgão também solicitou a perda definitiva da guarda dos animais resgatados e a proibição de que os denunciados mantenham novos animais sob responsabilidade. Uma segunda denúncia, apresentada na mesma data, aplica-se a maus-tratos a outros animais.
Segundo o inquérito policial recente, até 4 de maio os acusados mantinham sete cães, um gato, três equinos e 24 galináceos em condições extremamente precárias. Os animais eram submetidos à falta de alimentação e água, ambiente insalubre, acúmulo de fezes e barro, além de restrições de mobilidade, como um cão preso por corrente curta.
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