- Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Hipócrates, mirando dois homens que se passavam por médicos em um hospital particular na zona leste de São Paulo, com cerca de 2 mil atendimentos realizados em dois anos.
- Ao todo são sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e mais duas medidas cautelares; as diligências ocorrem na capital paulista e em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
- Nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e há indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar; a gestora operacional e o diretor clínico do hospital devem ser afastados.
- Os falsos profissionais atuavam no Hospital de Clínicas Jardim Helena, localizado na Rua Erva Andorinha, em São Miguel Paulista; a unidade não retornou contatos até o momento.
- A operação mobiliza 13 viaturas, 3 delegados, 35 investigadores e 6 escrivães; até agora, um alvo foi localizado.
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira a segunda fase da Operação Hipócrates, que mira um esquema de inclusão de falsos médicos em um hospital particular na zona leste de São Paulo. Segundo a investigação, dois homens atuavam como médicos, realizando cerca de 2 mil atendimentos em dois anos.
A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão, além de dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares determinadas pela Justiça. As diligências acontecem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
Ao todo, nove pacientes teriam morrido em decorrência de supostos erros nos atendimentos. Há ainda indícios de omissão e negligência pela unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados temporariamente.
Envolvidos e contexto
Os falsos profissionais atuavam no Hospital de Clínicas Jardim Helena, localizado na Rua Erva Andorinha, em São Miguel Paulista. A equipe informou à imprensa que não houve retorno da unidade sobre as denúncias.
“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas”, afirmou o delegado titular do 22º DP. A investigação aponta atuação clandestina prolongada com consequências gravíssimas para pacientes.
A operação mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um alvo já foi localizado. A primeira fase ocorreu em 16 de dezembro de 2025, em hospital da zona leste, desdobramento de inquérito sobre exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos.
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