- Polícia Civil realiza a operação Hipócrates II contra dois homens que se passavam por médicos e realizaram cerca de 2 mil atendimentos em um hospital da zona leste de São Paulo nos últimos dois anos.
- Nove pacientes teriam morrido em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos, segundo o inquérito.
- Diligências ocorrem em São Paulo e nas cidades de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes; ao menos um alvo foi localizado.
- Gestora operacional e diretor clínico do hospital foram afastados; investiga-se omissão e negligência na unidade.
- Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares.
Na manhã desta terça-feira (26), a Polícia Civil cumpre uma operação contra dois homens que atuavam como médicos e realizaram cerca de 2 mil atendimentos em dois anos, em um hospital privado da zona leste de São Paulo. A ação envolve diligências na capital e em cidades da região. Nove pacientes morreram em decorrência dos atendimentos.
A investigação aponta atuação clandestina prolongada, com indícios de falhas que vão além da atuação dos falsos médicos. Os investigadores identificaram omissão e negligência associadas à unidade hospitalar, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Ao todo, a operação envolve sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras duas medidas cautelares. O objetivo é reunir provas e esclarecer as circunstâncias dos atendimentos e mortes.
A ação é conduzida pelo 22º Distrito Policial, de São Miguel Paulista. Ao longo da operação, já foram localizados um dos alvos e cumpridos os mandados nas localidades citadas, com o acompanhamento da Justiça.
O hospital atingido pela operação ainda não se posicionou formalmente sobre o caso. A CNN Brasil solicitou posicionamento, e o espaço segue aberto para informações oficiais.
Desdobramentos da apuração
O inquérito apura se houve falhas técnicas, omissões ou negligência por parte da gestão da unidade hospitalar, incluindo a gestão operacional e o corpo clínico. As autoridades buscam esclarecer como os atendimentos foram conduzidos e quais responsabilidades cabem aos responsáveis pelo hospital.
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