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Chefe do PCC preso na Bolívia: sequestro, roubo e tráfico investigados

Gerson Palermo, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), é preso na Bolívia; crimes somam quase cento e vinte e seis anos, incluindo sequestro de avião e tráfico internacional de drogas

Gerson Palermo foi preso na região de Santa Cruz de La Sierra. — Foto: Reprodução
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  • Gerson Palermo, um dos chefes do PCC, foi preso na Bolívia nesta terça-feira (26) depois de ficar seis anos foragido.
  • Ele soma condenações que totalizam quase cento e vinte e seis anos de prisão: setenta e seis anos por sequestro de um avião da Vasp e roubo de cerca de R$ cinco milhões, e cinquenta e nove anos por tráfico de drogas.
  • No dia quinze de agosto de dois mil, participou do sequestro de um Boeing 737 da Vasp, que decolou de Foz do Iguaçu com destino a São Luís e fez a aeronave pousar em Porecatu, no Paraná, levando cerca de cinco milhões de reais em malotes. O acusado foi preso em duas mil e zero e seis.
  • Em março de dois mil e dezessete, a Operação All In apontou Palermo como um dos chefes de uma rede de tráfico internacional de drogas, ligando facções brasileiras a cartéis na Bolívia e na Colômbia. A cocaína seria levada da Bolívia para o Brasil, passando por Corumbá (Mato Grosso do Sul) e outros estados.
  • A prisão na região de Santa Cruz de La Sierra ocorreu em operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana; há expectativa de expulsão de Palermo da Bolívia.

Gerson Palermo, considerado um dos chefes do PCC, foi preso na Bolívia nesta terça-feira (26), após ficar seis anos foragido. A prisão ocorreu na região de Santa Cruz de La Sierra, em operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A expectativa é de que ele seja expulso do país.

Palermo tem histórico de crimes de grande impacto. Ele foi condenado a quase 126 anos de prisão por sequestro de avião e tráfico internacional de drogas, entre outros delitos. A soma das penas chega a 126 anos, em regime fechado.

Sequestro do avião da Vasp: em 16 de agosto de 2000, Palermo integrou grupo que sequestrou um Boeing 737, com decolagem de Foz do Iguaçu para São Luís. O bando forçou a aterrissagem em Porecatu (PR) e roubou nove malotes do Banco do Brasil, totalizando cerca de R$ 5,5 milhões.

Tráfico de drogas: em 2017, a Operação All In identificou Palermo como um dos chefes de uma rede de tráfico internacional. A polícia indicou que ele atuava ligando facções brasileiras a cartéis na Bolívia e Colômbia, com cocaína transportada para o Brasil em aviões.

Fuga e prisão: Palermo fugiu cinco horas após ter prisão domiciliar concedida por decisão de um desembargador de Mato Grosso do Sul, em abril de 2020. Ele estava no presídio de segurança máxima de Campo Grande; a progressão para regimes menos restritivos ocorreu ao longo dos anos.

Contexto e desdobramentos: a prisão na Bolívia foi divulgada no início desta semana, após reportagens mostrarem a soltura anterior do traficante. A ação foi coordenada entre as forças brasileiras e bolivianas, mantendo foco na cooperação regional no combate ao narcotráfico.

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