- Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, reúne 365 ilhas e mais de 2.000 praias, a 150 quilômetros do Rio de Janeiro.
- Ilha Grande e Paraty formaram o primeiro sítio brasileiro classificado pela UNESCO como patrimônio misto (cultural e natural) em 5 de julho de 2019.
- O conjunto abrange cerca de 149 mil hectares e inclui áreas como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. A Ilha Grande tem 192 quilômetros quadrados e 106 praias.
- O Centro Histórico de Angra dos Reis é tombado pelo IPHAN e destaca sobrados, igrejas barrocas e ruínas, como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o Convento Nossa Senhora do Carmo.
- O turismo náutico funciona a partir do Cais de Santa Luzia, com passeios de escuna, lancha e táxi-boats; o clima varia por estação, com verão mais chuvoso e condições favoráveis para banho.
Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, abriga 365 ilhas e mais de 2.000 praias, entre Serra do Mar e o Atlântico. O complexo náutico e o patrimônio histórico chamam atenção de turistas e estudiosos.
A cidade se destaca por cenários naturais e pelo Centro Histórico tombado. Além disso, foi eleita pela imprensa internacional como um dos destinos mais renomados do Brasil, consolidando-se como referência de turismo costeiro.
Ilha Grande e o reconhecimento UNESCO
Em 5 de julho de 2019, Ilha Grande e Paraty passaram a figurar como Patrimônio Mundial da UNESCO em categoria mista, cultural e natural. O sítio abrange cerca de 149 mil hectares e inclui áreas protegidas como parques e reservas.
O conjunto inclui o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande e áreas de proteção ambiental. A região abriga 192 km² de área insular, com dezenas de praias, trilhas e cachoeiras.
Por que Angra é um destino tão único
A baía abriga piscinas naturais formadas pela geografia recortada, com enseadas escondidas e costões rochosos. O cenário favorece atividades náuticas, mergulho e passeios de escuna que saem do Cais de Santa Luzia.
O município figura na categoria A do Mapa do Turismo Brasileiro, sendo um dos Destinos Indutores do país. Marinas e escolas de mergulho convivem com o Centro Histórico e com o patrimônio natural da região.
O Centro Histórico e a memória colonial
O conjunto arquitetônico preserva sobrados, igrejas barrocas e ruínas conventuais dos séculos XVII e XVIII. Visitas podem incluir a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, o Convento de São Bernardino de Sena e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Casas históricas, como a Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis, também compõem o roteiro. O patrimônio revela a relação entre a colonização portuguesa e a vida local ao longo de séculos.
Como planejar a deslocação e passeios
As viagens costumam partir do Cais de Santa Luzia, com opções de escuna, lancha ou táxi-boat. O acesso pode ocorrer pela BR-101 (Rio-Santos), a cerca de 150 km do Rio, com tempo de viagem entre 2h30 e 3 horas.
Para quem vem de São Paulo, o trajeto soma aproximadamente 400 km pela mesma rodovia. Aeroportos próximos ficam no Rio de Janeiro, a cerca de 110 km, facilitando conexões para o traslado até Angra.
Clima e melhores períodos de visita
O verão traz maior incidência de chuvas, porém é boa época para banho de mar. Em termos de temperatura, o clima anual costuma permanecer entre 17°C e 30°C, com variações sazonais leves.
Mapa de atividades varia conforme a estação: passeios de barco e visitas a ilhas no verão; trilhas e cachoeiras no outono; turismo histórico e gastronômico no inverno; mergulho e snorkel na primavera.
Conhecer a baía de Angra dos Reis é enfrentar uma geografia que privilegia a navegabilidade, o ecoturismo e a cultura local. Cada ilha pode representar uma parada diferente, conforme o roteiro escolhido pelos visitantes.
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