- Dois integrantes do Comando Vermelho foram presos no município de Buriti dos Lopes (PI) após participação no “tribunal do crime” que resultou na morte de um adolescente de 15 anos e na ocultação do corpo.
- A vítima, Antônio Gabriel Rodrigues da Silva, estava desaparecida há 20 dias; o corpo foi encontrado após os suspeitos indicarem o local onde foi enterrado.
- A operação Proletari, realizada pela Polícia Civil do Piauí, visou identificar os autores, prender os envolvidos e localizar o cadáver.
- Os suspeitos são um jovem de 17 anos e uma mulher de 18, conhecida como Coreana; outro suspeito, identificado como Escobar, continua foragido.
- A investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por um suposto roubo de droga; a ação contou com apoio do Draco e da Divisão de Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas de Parnaíba.
Duas pessoas ligadas ao Comando Vermelho (CV) foram detidas após participação em um chamado “tribunal do crime” que resultou na decapitação de uma mão e na morte de Antônio Gabriel Rodrigues da Silva, 15 anos, desaparecido há 20 dias no Piauí. O corpo foi encontrado nesta quarta-feira (27/5) após os suspeitos indicarem onde o cadáver estava enterrado.
Segundo a Polícia Civil do Piauí (PCPI), a Operação Proletari ocorreu em Buriti dos Lopes (PI), com o objetivo de identificar autores, realizar prisões e localizar o corpo da vítima. A investigação teve início após a morte de Antônio ser atribuída ao CV, sob a alegação de condenação à morte pelo grupo.
A apuração aponta que a morte pode ter sido motivada por um suposto roubo de droga, envolvimento de faccionados e vingança entre atividades criminosas. As diligências levaram à identificação de dois envolvidos: um adolescente de 17 anos e uma mulher de 18, conhecida como Coreana. Um terceiro suspeito, identificado como Escobar, permanece foragido.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores levaram os suspeitos ao local do crime, em área de mata de Buriti dos Lopes. No local, eles confessaram a participação no assassinato e indicaram o ponto exato onde o corpo foi ocultado.
O delegado Ayslan Magalhães afirmou que, durante a operação, foi possível apreender um dos envolvidos, que confirmou o homicídio e indicou o local do cadáver. A ação foi destacada como fundamental para o avanço do esclarecimento do caso.
A operação foi conduzida pela Divisão de Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas de Parnaíba, com apoio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). A apuração segue para confirmar a participação de todos os envolvidos.
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