- A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, afirmou que ele não conhece Deolane Bezerra e ficou indignado com a investigação sobre lavagem de dinheiro da facção.
- Deolane foi presa na Operação Vérnix, realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público, sob suspeita de lavar recursos do PCC por meio da transportadora de fachada Lado a Lado.
- A investigação indicou ligação entre Deolane e Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como gestor indireto da Lado a Lado, além de proximidade entre Deolane e Francisca Alves da Silva, esposa do irmão de Marcola, o que motivou a abertura do caso.
- A polícia considera a Lado a Lado como uma espécie de “caixa do crime organizado” e o Ministério Público aponta um padrão de vida desproporcional à renda declarada.
- Em carta à prisão, Deolane negou participação no esquema e alegou perseguição; a Receita Federal apurou que 7,5% dos valores recebidos ficaram em contas da influenciadora, totalizando 7,6 milhões entre 2018 e 2022, com apenas 577 mil declarados.
Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirmou por meio de seu advogado que não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e que está indignado com a operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A defesa informou que o preso só tem relação com a família por meio de sobrinhos e de um irmão.
Marcola não reconhece as pessoas citadas no inquérito e nega envolvimento na transportadora mencionada na investigação. A nota do advogado ressalta que o único vínculo conhecido é familiar, sem qualquer participação nos fatos apurados.
A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público, deflagrou a Operação Vérnix no dia 21 de maio. Deolane Bezerra foi presa sob suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, por meio da empresa transportadora Lado a Lado, que era alvo de apuração.
A investigação aponta que a empresa atuava como uma espécie de caixa do crime organizado, com fluxo financeiro de 7,6 milhões de reais entre 2018 e 2022, conforme apurado pela polícia. Parte dos recursos não foi declarada integralmente ao fisco, segundo o relatório final do inquérito.
Segundo as investigações, Deolane manteria uma relação próxima com Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como gestor indireto da transportadora. A polícia descreve uma engrenagem financeira estruturada envolvendo a influenciadora, em meio a um padrão de vida incompatível com renda lícita.
Entre na conversa da comunidade