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Paciente morre após procedimento com PMMA; dosagem máxima indicada, diz médica

Caso de morte suspeita após aplicação de PMMA leva à investigação; médica afirma ter utilizado cem seringas (300 ml) e que não há laudo ligando ao óbito

Roseli voltou ao consultório após passar mal e foi socorrida por médica na recepção do prédio; ela teve a morte constatada no local
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  • A médica aplicou PMMA nos glúteos e na coxa de Roseli Fernandes de Oliveira Vieira, totalizando 300 ml (cem seringas de 3 ml) na segunda-feira, na zona sul de São Paulo.
  • Roseli voltou à clínica na terça-feira apresentando mal-estar e morreu no local; a avaliação ocorreu na recepção, com socorro do Samu.
  • O teto de 300 ml por sessão foi atingido na segunda; segundo a médica, esse limite pode ser extrapolado se houver aplicação em dias diferentes e em outras áreas.
  • A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e homicídio; a defesa afirma que o procedimento foi feito sem intercorrência e que não há laudo que comprove relação com o óbito.
  • A clínica foi contratada pela maquiadora por meio de pagamento via Pix no valor de R$ 54.410; Roseli havia feito procedimento semelhante com outro médico há dois anos.

Uma médica de Goiânia que atende em São Paulo aplicou PMMA nos glúteos e na coxa de uma maquiadora, resultando na morte da paciente. O procedimento ocorreu na segunda-feira, 25 de maio, na zona sul de São Paulo, e a morte foi constatada na manhã seguinte, 26 de maio, após a paciente retornar à clínica com mal-estar. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e homicídio.

Segundo o depoimento da médica, foram usadas cem seringas, cada uma contendo 3 ml do produto, totalizando 300 ml. O queixo clínico aponta que o teto de PMMA permitido por aplicação foi atingido na segunda-feira, com a previsão de um novo procedimento no quadril para o dia seguinte. A clínica funciona em um espaço alugado, pela primeira vez utilizado pela profissional.

Roseli Fernandes de Oliveira Vieira, de 48 anos, era moradora do Mato Grosso do Sul e viajou a São Paulo para o procedimento. A família informou que Roseli sentiu dores intensas e procurou atendimento, retornando à clínica para avaliação. Testemunhas relatam que houve tentativa de reanimação na recepção, com apoio do Samu, mas não houve sucesso.

O que dizem as partes

A defesa da médica afirma que o procedimento transcorreu sem intercorrências e que não há laudo que comprove relação entre o PMMA e o óbito. A médica prestou depoimento voluntariamente ao 27º Distrito Policial e continua à disposição da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança mantém a investigação em curso.

A filha da vítima relatou que Roseli começou a sentir mal-estar por volta das 8h de terça-feira, com dores, fraqueza e chiado no peito. Ela descreveu que a mãe temia pela vida durante o trajeto até a clínica, em veículo de aplicativo.

Contexto regulatório

Entidades médicas criticam o uso estético de PMMA, defendendo que a substância tem restrições e que a Anvisa avalia riscos e benefícios. Em nota, a agência informou que o PMMA é aceitável quando usado conforme as indicações aprovadas, sob prescrição médica, sem indicação de aumento de volume apenas estético.

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