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Especialistas defendem apoio de longo prazo à cultura e integração com turismo

Especialistas defendem financiamento estável, integração entre cultura e turismo e maior participação do empresariado no Rio para impulsionar a economia criativa

Caminhos do Brasil — Foto: Reprodução/YouTube/Jornal O Globo
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  • Debate no evento Caminhos do Rio discutiu financiamento permanente, integração com turismo e maior participação do empresariado no setor cultural.
  • O secretário municipal de Cultura do Rio, Lucas Padilha, disse que a prefeitura trabalha com política de longo prazo, com orçamento de R$ 569 milhões em 2026 e descentralização de recursos.
  • Andrea Alves, da Sarau Cultura Brasileira, criticou a instabilidade financeira e a dependência das leis de incentivo, citando o PLP 11 que restabelece abatimento integral do IR para patrocinadores via Lei Rouanet.
  • Alves pediu novos instrumentos de financiamento, como crédito subsidiado e regulamentação do Ficart, que não foi implementado até hoje.
  • Ricardo Piquet, do IDG, destacou resistência do mercado privado a investimentos culturais sem incentivos fiscais; e o debate também enfatizou cultura como motor de desenvolvimento urbano e de turismo, com ênfase na integração entre cultura e circulação de público.

A cultura brasileira precisa de apoio público de longo prazo, integração com o turismo e maior participação do empresariado. Essa foi a posição de especialistas ouvidos no debate. O encontro ocorreu na quinta-feira, 28, no Rio de Janeiro, durante o evento Caminhos do Rio – a potência criativa do Rio, realizado pela BBC? Não, pelos jornais O Globo e Extra, na sede da Editora Globo. O objetivo foi discutir financiamento, planejamento e impacto econômico da indústria criativa.

Representantes do setor defenderam mecanismos de financiamento estáveis, com descentralização de recursos. A discussão destacou que o edital não deve encerrar a política cultural, mas funcionar como instrumento entre ações permanentes. A prefeitura do Rio apresenta orçamento cultural de 569 milhões de reais para 2026, contemplando audiovisual, festivais, memória e residências artísticas.

Financiamento e políticas públicas

Andrea Alves, CEO da Sarau Cultura Brasileira, apontou instabilidade financeira e criticou a dependência de leis de incentivo. Ela mencionou a aprovação recente de mudanças no Senado para restabelecer o abatimento integral do Imposto de Renda a empresas patrocinadoras via Lei Rouanet, ressaltando que incertezas freiam investimentos desde o início do ano.

A executiva também defendeu novos instrumentos de financiamento, como crédito subsidiado e a regulamentação do Ficart, fundo criado pela Lei Rouanet que ainda não foi implementado. O objetivo é ampliar a captação para projetos com retorno financeiro, fortalecendo a viabilidade de longo prazo.

Ricardo Piquet, do IDG e gestor do Museu do Amanhã, destacou a resistência do mercado privado. Segundo ele, empresas costumam investir apenas quando há abatimento total de impostos, dificultando a proteção de projetos culturais.

Cultura como vetor de desenvolvimento

Marcel Balassiano, subsecretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio, defendeu a cultura como motor de desenvolvimento urbano e de turismo. Júlio Ludemir, criador da Flup, ressaltou que movimentos culturais remodelaram áreas como Lapa e Pedra do Sal, transformando o espaço e a relação das pessoas com a cidade.

Aniela Jordan, da Aventura, afirmou que o Rio precisa ampliar a integração entre cultura e turismo para ampliar a circulação de público e consolidar a cidade como referência cultural. O objetivo é transformar a potência criativa em permanência, circulação e sustentabilidade para os projetos culturais.

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