- A Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Protovolo de Risco para prender uma dentista investigada por realizar procedimentos estéticos e cirúrgicos irregulares em Goiânia; a clínica foi interditada.
- Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois de busca e apreensão e o sequestro de bens no valor de R$ 600 mil.
- Sete pacientes relataram deformidades graves após procedimentos, com complicações como infecções, fibroses, necrose e cicatrizes permanentes.
- Os procedimentos eram longos — alguns passam de doze horas — realizados em sala odontológica comum, com anestesia e sem unidade de terapia intensiva próxima.
- A clínica apresentava falhas sanitárias, esterilização inadequada e falta de acompanhamento anestésico; uma das sócias foi detida por suspeita de fraude processual.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira a operação Protovolo de Risco para prender uma dentista investigada por realizar procedimentos estéticos e cirúrgicos irregulares no Setor Bueno, em Goiânia. Além da prisão, a clínica foi interditada durante a ação, que contou com o apoio da Vigilância Sanitária.
A ação ocorreu na cidade de Goiânia, com cumprimento de um mandado de prisão preventiva, dois de busca e apreensão e o sequestro de bens avaliados em 600 mil reais. Sete pacientes relataram deformidades graves após os procedimentos realizados na unidade. As denúncias começaram em 2023 e apontaram complicações físicas e psicológicas.
Entre os danos relatados, constam infecções, deformidades, fibroses, necroses e cicatrizes permanentes. As vítimas disseram ter passado por cirurgias invasivas, em salas odontológicas comuns, sem estrutura adequada ou UTI disponível. A clínica apresentou falhas de esterilização e não havia acompanhamento anestésico suficiente, segundo a Polícia Civil de Goiás.
Operação e andamento
Foram cumpridos mandados de busca na clínica e em endereços ligados à investigada para apreender documentos, aparelhos, contratos e prontuários. A prisão preventiva visa interromper as atividades ilícitas e preservar as provas, conforme a PCGO. A empresária e dentista foi encaminhada à delegacia, onde a Vigilância Sanitária também registrou ocorrências.
Durante a diligência, uma das sócias da clínica tentou ocultar produtos usados nos procedimentos, o que levou à condução para registro de prisão em flagrante por suspeita de fraude processual. A apuração segue sob responsabilidade do 4º Distrito Policial de Goiânia, com suporte da 1ª Delegacia Regional de Polícia.
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