- Kaylane, ex-enteada de Jairo Souza Santos Júnior, de 18 anos, relatou agressões físicas sofridas dele durante a infância durante o julgamento de Henry Borel.
- Ela disse que Jairinho a levava a locais como motéis e, em uma ocasião, a submergiu repetidamente em uma piscina até ela bater no chão.
- A vítima afirmou que o ex-vereador usava o pé para afogá-la e que manipulava psicologicamente para que a mãe não descobrisse.
- Henry Borel morreu aos quatro anos, em 2021, e o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros continua no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
- O perito Luiz Carlos Leal Prestes rebateu a versão da defesa, afirmando que as lesões de Henry não foram causadas por manobras de ressuscitação e que o garoto apresentava 23 traços de trauma, morrendo cerca de duas a três horas antes de chegar ao hospital.
Na Justiça do Rio de Janeiro, a ex-enteada de Jairo Souza Santos Júnior relatou, nesta semana, abusos sofridos durante a infância. Kaylane, hoje com 18 anos, descreveu as agressões que atribui ao então vereador, conhecido como Dr. Jairinho. O depoimento ocorreu durante o julgamento dele e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, em 2021.
Segundo Kaylane, os abusos ocorreram entre 2010 e 2013, quando ela tinha entre três e seis anos. Ela afirmou que Jairinho a levava a locais que pareciam motéis e que em uma das ocasiões a levou a uma piscina, onde foi submetida a sucessivos afogamentos. A jovem relatou ainda que o agressor utilizava o pé para afogá-la e que não contou à mãe na época devido à manipulação psicológica.
A narrativa da ex-enteada ganha contornos no andamento do julgamento, que seguiu na última quinta-feira (28) com a oitiva de Kaylane. Ela é filha de Natasha Oliveira, que namorou o ex-vereador entre 2010 e 2013. Kaylane descreveu como desenvolveu reações de pânico diante da presença de Jairinho na casa.
Perícia contesta versão de defesa sobre Henry
Nesta sexta-feira (29), o perito Luiz Carlos Leal Prestes apresentou posicionamento técnico em defesa da linha de investigação. Ele rejeitou a alegação de que as lesões de Henry teriam ocorrido durante manobras de ressuscitação no hospital. O perito destacou que houve múltiplas lesões em diferentes partes do corpo do menino, totalizando 23, o que sustenta a ideia de violência no ambiente doméstico.
Conforme o perito, Henry teria morrido cerca de duas a três horas antes de chegar ao Hospital Barra D’Or, tempo compatível com o período em que estaria no apartamento com Monique Medeiros e Jairinho. A avaliação aponta que o quadro foi caracterizado como um processo gradual e doloroso, e não resultado de um acidente domiciliar.
Jairo continua negando ser o responsável pela morte de Henry Borel. Monique Medeiros alterou sua versão ao longo dos anos e atualmente afirma que Jairinho tirou a vida do filho, embora tenha dito não ter visto nada porque estava dormindo. As informações estão sendo apresentadas no âmbito do julgamento em curso.
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