- O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros entrou no quinto dia, em 29 de maio, no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro; Monique passou mal ao ver imagens do filho Henry Borel.
- Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual; o médico-perito afirmou que Henry morreu por espancamento.
- O perito Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que houve 17 lesões externas e uma laceração hepática que ocorreu enquanto a criança ainda estava viva; ele descartou relação entre manobras de massagem cardíaca e a hemorragia.
- Prestes disse que a morte ocorreu entre duas e três horas antes da entrada de Henry no hospital Barra D’Or, e que o acidente doméstico está totalmente descartado. Monique deixou a sessão por volta das 10h20 e retorna no sábado.
- Além de Prestes, devem depor outros profissionais, incluindo o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva; nove testemunhas já foram ouvidas, e 27 pessoas foram convocadas para o júri.
O júri que julga Jairinho e Monique Medeiros entrou no quinto dia de sessões nesta sexta-feira (29/5) no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. A sessão retomou com o depoimento do médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes, que confirmou que Henry Borel morreu por espancamento. O testemunho ocorreu durante a exibição de imagens das lesões da criança, o que levou Monique a deixar o plenário para atendimento médico.
Prestes afirmou que não houve relação entre manobras de massagem cardíaca e a laceração no fígado apontada pela defesa. O perito descreveu 17 lesões externas, em várias regiões do corpo, e classificou o óbito como resultado de violência física. Segundo ele, Henry chegou ao hospital Barra D’Or já sem vida, com temperatura corporal de 34ºC, o que indicaria morte ocorrida algumas horas antes da internação.
O profissional reiterou que o acidente doméstico está descartado e afirmou que as lesões foram produzidas de forma independente, não compatíveis com uma única queda. Em síntese, Prestes afirmou que a morte ocorreu após agressões, e que a criança sofreu antes de falecer. A defesa de Jairinho sustenta que não houve agressão e que os ferimentos teriam ocorrido durante as tentativas de reanimação.
Monique Medeiros deixou o plenário por volta das 10h20 para receber atendimento médico da equipe do TJRJ. A matéria aponta que ela só retornará ao julgamento neste sábado (30/5). O médico-perito atua como parte do Ministério Público, que mantém a linha de que houve espancamento.
Próximas testemunhas
Além de Prestes, estão previstas as declarações do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e de Leniel Borel, pai de Henry. Prestes e Saavedra assinam pareceres que sustentam que as lesões não são compatíveis com acidente doméstico nem com as manobras de reanimação.
Ao todo, já foram ouvidas 10 testemunhas. Ao fim das oitivas, devem ocorrer os interrogatórios de Jairinho e Monique, seguidos de debates finais pela acusação e pela defesa, antes da decisão do Conselho de Sentença.
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