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Morre aos 104 anos o sociólogo e filósofo francês Edgar Morin

Morre aos 104 anos o sociólogo e filósofo Edgar Morin, pioneiro do pensamento complexo e da interdisciplinaridade

O sociólogo Edgar Morin (em foto de 2019) morre aos 104 anos — Foto: Ana Branco/Agência O Globo
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  • Morreu aos 104 anos, nesta sexta-feira, 29, em Montpellier, no sul da França. A morte foi confirmada por dois pesquisadores amigos.
  • Nascido em Paris, em 1921, Edgar Morin foi sociólogo e filósofo conhecido por defender o pensamento complexo e a interdisciplinaridade.
  • Exigia um conhecimento que reconhecesse limites e incertezas, criticando o saber acadêmico compartimentado e buscando conexões entre áreas.
  • Sua obra mais marcante é o livro O Método, de 1977, que abriu uma linha de pensamento transdisciplinar; teve quatro volumes e 2.148 páginas no conjunto.
  • Morin atuou em resistência durante a Segunda Guerra e teve atuação intelectual marcada por fundação de centros e revistas, além de colaborar com a educação e temas sociais ao longo de mais de três décadas.

Pelo menos 2-3 parágrafos de texto:

O sociólogo e filósofo francês Edgar Morin morreu nesta sexta-feira, 29, em Montpellier, no sul da França, aos 104 anos. A confirmação foi dada por dois pesquisadores que eram próximos ao pensador. Morin ficou conhecido por defender a interdisciplinaridade e o pensamento complexo, criticando a visão compartimentada do saber.

Nascido em Paris, em 1921, Morin foi uma figura central na crítica às formas tradicionais de conhecimento. Sua obra aborda a inter-relação entre áreas como sociologia, psicologia, educação e filosofia, buscando compreender fenômenos humanos sem reduzir a causas a uma única dimensão.

Sua trajetória intelectual gerou controvérsias entre acadêmicos que defendiam saberes mais especializados. A partir de 1977, com O Método, a obra que consolidou seu legado, ele defendeu a importância de entender a complexidade do real e a necessidade de reformular a educação.

Trajetória

Edgar Morin ingressou no ativismo político ainda jovem, participou da Resistência na Segunda Guerra, utilizou o pseudônimo Morin e, após a guerra, seguiu carreira no CNRS. Fundou coletivos e revistas que estimulavam abordagens transdisciplinares na sociologia e na comunicação.

Ao longo de mais de 30 anos, publicou mais de 30 obras. Entre as destacadas estão O Método, A Via e É Hora de Mudarmos de Via, além de títulos sobre educação, ética e conhecimento. Morin também colaborou com a pesquisadora Sabah Abouessalam, sua parceira intelectual desde 2012.

Vivia em Montpellier com Sabah Abouessalam, sua quarta parceira, enquanto mantinha uma atuação acadêmica ativa. Morin havia mostrado interesse em uma possível vinda ao Brasil, mantendo vínculos com o país ao longo de conferências e encontros.

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