- A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a segunda fase da Operação Contenção, contra o braço financeiro do Comando Vermelho, com mandados de prisão e busca e apreensão em municípios do estado e em outros estados.
- Ao todo, foram presos 17 suspeitos até o momento; entre os alvos está Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, apontado como uma das lideranças e principal operador financeiro da facção.
- O esquema movimentou R$ 453 milhões em quatro anos, por meio de empresas de reciclagem e comércio de sucatas, com uso de operações de fachada, contas de passagem e notas fiscais falsas.
- A esposa de Rabicó, Raquel Neves dos Santos Mendonça, foi presa; o investigado permanece foragido. O Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foi indicado como base do esquema.
- As investigações combinaram Relatórios de Inteligência Financeira, análises bancárias e cruzamentos de dados para mapear movimentações e ocultar o patrimônio ilícito.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira, 29, a nova etapa da Operação Contenção, voltada ao braço financeiro do Comando Vermelho (CV). Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, além da capital fluminense. A ação ocorre ainda em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Ao todo, 17 pessoas foram presas até o momento.
A investigação, promovida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) ao longo de um ano, identificou uma estrutura de lavagem de dinheiro em nível interestadual ligada ao grupo. Entre os alvos está Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, apontado como uma das lideranças da facção e principal operador financeiro do CV. A Polícia Civil aponta responsabilidade dele pela lavagem de recursos, gestão de empresas de fachada e movimentação bancária com uso de terceiros para ocultar o patrimônio.
Raquel Neves dos Santos Mendonça, mulher de Rabicó, também foi presa; Rabicó continua foragido. As apurações indicam o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, como base logística do esquema. O grupo movimentou cerca de R$ 453 milhões em quatro anos, através de empresas do setor de reciclagem e comércio de sucatas. Foram identificados indicativos de receptação qualificada e aquisição de materiais de origem duvidosa, com dispersão de recursos em diversas contas para dificultar o rastreamento.
A operação envolveu o emprego de recursos de inteligência financeira, incluindo Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamento de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados patrimoniais. O objetivo é neutralizar a estrutura financeira do grupo e reduzir a capacidade operativa do CV.
A ação mobilizou equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, com participação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do DGPE, DGPC, DGPB, DGPI, DGPTC, Bope e outras unidades operacionais. A continuidade das apurações visa aprofundar a identificação de ramificações e movimentações financeiras da organização criminosa.
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