- No sétimo dia do júri, começam os depoimentos das defesas de Monique Medeiros e de Jairinho; o veredito deve sair a partir de terça-feira.
- Jairinho será ouvido após Monique, conforme Habeas Corpus, com a mãe da criança tendo depoimentos primeiro.
- Entre as testemunhas estão a mãe de Monique, Rosângela Medeiros, o pai de Jairinho, coronel Jairo, e a babá Thayná Ferreira.
- A defesa de Jairinho contesta provas periciais e aponta possível conluio entre Leniel Borel, pai da criança, e outras testemunhas para incriminar o ex-vereador.
- Lista de testemunhas: Monique Medeiros — Rosângela, Bryan, Thayná, Glauciane, Ana Paula, Ari Mamede, Marcia; Jairinho — Jairo, Fernanda Abidu Figueiredo, Leonardo Tauil, Roberto Claure Arena de Souza, Hewdy Lobo Ribeiro, Miriam Rabelo, Cristiane Izidoro.
O júri que julga a morte de Henry Borel entra na fase decisiva. Nesta sexta-feira, começam a ser ouvidas as testemunhas indicadas pelas defesas de Jairinho, o ex-vereador Doutor Jairinho, e de Monique Medeiros, mãe da criança. O julgamento ocorre no Rio de Janeiro, com depoimentos marcados para o sábado (30) e andamento da semana que leva ao veredito previsto para a próxima terça-feira (2).
Entre os convocados estão familiares, pessoas que conviviam com o casal e profissionais que acompanharam o caso. A ordem das oitivas obedece a um habeas corpus que determina que Jairinho seja ouvido após Monique. Monique terá prioridade na primeira rodada de depoimentos.
A perícia e a oitiva de figuras próximas ao caso devem esclarecer o que ocorreu nos dias relevantes de 2021. Estão previstas falas da mãe de Monique, Rosângela Medeiros, do perito que assinou a necrópsia de Henry, Leonardo Tauil, e de outras testemunhas que possam acrescentar informações sobre o relacionamento entre Monique e Jairinho.
Testemunhas e agenda das defesas
A defesa de Monique Medeiros lista testemunhas como a babá Thayna Ferreira e familiares próximos, além de outras pessoas citadas para discutir o contexto familiar e de violência doméstica reportado pela defesa. A defesa de Jairinho, por sua vez, requereu depoimentos de testemunhas ligadas ao irmão da criança, ao pai de Henry e a profissionais que teriam acompanhado o caso, com o objetivo de contestar provas periciais e sustentar versões alternativas.
Segundo advogados, Miriam Rabelo pode trazer informações sobre Leniel e indicar um possível conluio para incriminar Jairinho. A linha de defesa de Jairinho sustenta que Leniel orientou testemunhas a mentir, enquanto a defesa de Monique busca demonstrar que ela não tinha conhecimento das agressões e vivia sob constante violência.
Contexto processual e próximos passos
O objetivo das defesas é influenciar o direcionamento do júri com base em testemunhos e provas periciais contestadas. O processo envolve depoimentos de pessoas próximas ao casal, além de laudos médicos e de necrópsia realizados entre 2021. O desfecho depende da avaliação dos jurados a partir das informações apresentadas ao longo da semana.
O julgamento continua na sequência de depoimentos previstos para a próxima semana, até a leitura do veredito. A cidade acompanha os desdobramentos com expectativa sobre as decisões que devem encerrar o julgamento. As informações oficiais de fontes judiciais permanecem em sigilo até o pronunciamento final.
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