- A Polícia Civil deflagrou a Operação Intimoratus para desarticular esquema de agiotagem e extorsão no Vale do Paranhana e na região metropolitana, com cumprimento de mandados em Sapiranga e Taquara.
- Doze suspeitos foram presos e duas pistolas foram apreendidas durante a ofensiva, que começou a partir de ocorrências de extorsão registradas no fim de 2025.
- O grupo oferecia empréstimos com juros abusivos que variavam entre trinta e quarenta por cento ao mês, chegando a tomar bens de alto valor como veículo e imóvel.
- As dívidas eram estendidas a amigos e familiares, incluindo pessoas sem vínculo com os agentes, além de uso de violência e sequestros para forçar pagamentos.
- Profissionais liberais, entre eles um advogado e duas corretoras de imóveis, participavam para formalizar contratos e transações, atribuindo aparência de legalidade aos bens obtidos criminosamente, e a atuação se expandiu para Campo Bom, Taquara e Nova Hartz, reunindo cerca de sessenta policiais.
A Polícia Civil deflagrou na sexta-feira (29) a Operação Intimoratus, ação coordenada pelas Delegacias de Sapiranga e Nova Hartz para desarticular grupos criminosos que atuavam com agiotagem e extorsão na Região Metropolitana e no Vale do Paranhana. A operação cumpriu ordens judiciais em Sapiranga e Taquara, com início das apurações no final de 2025, motivadas por registros de ocorrências de extorsão.
O bando atuava oferecendo empréstimos de fácil acesso, porém com juros abusivos entre 30% e 40% ao mês. Haviam mecanismos de endividamento perpétuo, que levavam vítimas a quitar parcelas e mesmo assim sofrer cobranças adicionais e a transferência de bens de alto valor, como veículos e imóveis.
O esquema também atingia familiares e amigos das vítimas, estendendo as cobranças além dos contratantes originais. Entretanto, episódios de extorsão envolvendo cidadãos sem vínculo com os agiotas foram apurados, com o grupo usando métodos de violência para assegurar vantagens financeiras, segundo investigadores.
Elementos e participação: profissionais liberais integram a estrutura criminosa, incluindo um advogado e duas corretoras de imóveis, responsáveis por formalizar contratos e transações para conferir aparência de legalidade aos bens obtidos ilicitamente.
Desdobramentos
A mobilização envolveu aproximadamente 60 policiais civis e já soma 15 prisões realizadas pela Delegacia de Sapiranga ao longo das investigações. A atuação expansionista alcançou cidades vizinhas como Campo Bom, Taquara e Nova Hartz, o que facilitou o cruzamento de dados e a confirmação de um núcleo comum por trás dos ataques.
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