Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Filho de homem morto após atendimento de falso médico: não era a hora dele

Falso médico preso é suspeito de milhares de atendimentos no Jardim Helena; ao menos nove mortes sob investigação após atuação de dois profissionais com documentos falsificados

'Não era a hora do meu pai', diz filho de homem que morreu após ser atendido por falso médico — Foto: Fantástico/ Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • Dois falsos médicos atuaram no Hospital Jardim Helena, na zona leste de São Paulo, apresentando identidades falsas.
  • Um deles, Marcos Phelipe de Barros, era conhecido como Nicolas Joseph Della Matta; a polícia estima cerca de dois mil atendimentos realizados por eles, com pelo menos nove mortes sob suspeita.
  • O segundo suspeito, Mayke César Silva, está foragido e usava a identidade de Mike José do Nascimento Florentino; ambos atuavam no pronto-socorro (e, no caso de Mayke, na pediatria).
  • A investigação também apura a atuação de uma gestora administrativa do hospital e de um gestor médico de empresa terceirizada, com alegações de falhas na verificação de documentos.
  • O hospital afirma que os prontuários foram analisados e não há nexo entre a atuação dos falsos médicos e as mortes; os médicos reais aparecem como vítimas do esquema.

O Hospital Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo, voltou a ficar no centro de uma investigação sobre atendimento médico.

A Polícia Civil prendeu um homem que se apresentava como médico, com indícios de falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e homicídio com dolo eventual. O trio de golpes envolveu dois falsos médicos e uma rede de contatos na instituição.

Marcos Phelipe de Barros, que usava o nome Nicolas Joseph Della Matta, foi detido nesta semana. Mayke César Silva, atual foragido, utilizava a identidade de Mike José do Nascimento Florentino. Ambos atuavam no pronto atendimento do hospital.

Segundo a polícia, a fraude começou com uma disque-denúncia e confirmação de que os documentos apresentados eram autênticos, mas pertenciam a outras pessoas. A investigação aponta que os dois falsos médicos tinham acesso a cópias reais de CRM e diplomas, usados para aplicar golpes dentro da unidade.

Avanços da investigação

Ex-funcionários relatam que Mayke, na função de biomédico, atendia no pronto-socorro e na pediatria, enquanto Marcos Phelipe, instrumentador cirúrgico, atuava principalmente no pronto-socorro. A atuação deles inclui encaminhamentos para a UTI de pacientes críticos, o que é objeto de apuração.

A polícia estima que cerca de 9 mil atendimentos tenham ocorrido sob a atuação dos falsos médicos, com aproximadamente 2 mil pacientes atendidos pelas próprias pessoas. Ao menos nove mortes estão sob suspeita, envolvendo casos analisados pelo Fantástico. Familiares relatam confiança no atendimento.

Entre as vítimas está a mãe de uma estudante, que tinha doença crônica e passou por um cateterismo em outra instituição após diagnóstico inicial feito pelo grupo. Após alta da UTI, a paciente faleceu. Familiares questionam se o tratamento poderia ter sido diferente.

Além dos dois falsos médicos, a investigação envolve gestora administrativa do hospital e gestor médico de empresa terceirizada. Eles foram afastados por medida cautelar, e a defesa do hospital sustenta que a análise clínica interna não estabeleceu nexo de causalidade entre as ações dos fraudadores e as mortes.

O hospital informou que a conferência de documentos era de responsabilidade de uma empresa terceirizada, que fornecia registros autênticos de terceiros. O Fantástico entrou em contato com as defesas de Barros e Mayke, que não se manifestaram ou permanecem foragidos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais