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Casacor aposta no aconchego diante da epidemia de burnouts

Casacor aposta em ambientes acolhedores como refúgio diante da epidemia de burnout, com foco em bioarquitetura e memórias familiares

Ambiente de Viviane Telles na Casacor 2026
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  • Casacor 2026 adota o tema “Mente e Coração”, tratando a casa como refúgio diante da atual epidemia de burnout.
  • A mostra ocupa cerca de dez mil metros quadrados no Parque da Água Branca, sendo o segundo ano consecutivo no local.
  • O pavilhão modular “Cubikoo”, assinado pelo designer Edward van Vliet, surge como destaque, integrando-se ao paisagismo do parque.
  • O conjunto de ambientes privilegia bioarquitetura e texturas diversas, buscando um clima acolhedor e menos minimalista.
  • A edição anterior registrou quase 130 mil visitantes; este ano prevê restaurações em áreas internas dos prédios e nas ruas ao redor, além de intervenções em interiores.

Casacor segue como principal evento de arquitetura e design no Brasil, nesta edição sob o tema Mente e Coração. A mostra foca o lar como refúgio diante da rotina contemporânea, em vez da vida digital. O foco é acolhimento e bem-estar.

A edição atual ocorre no Parque da Água Branca, em São Paulo, ocupando cerca de 10 mil m². Participam arquitetos e paisagistas convidados, que criam ambientes que privilegiam sensações, luz, texturas e conforto.

Entre as propostas, há referências à bioarquitetura e à construção sustentável. A entrada do percurso traz uma estrutura que simboliza a “inteligência orgânica” em bambu, desenvolvida pela arquiteta Viviane Teles.

Ambientes e propostas

O pavilhão modular Cubikoo, do designer holandês Edward van Vliet, integra-se ao paisagismo do parque. A proposta busca diálogo entre interior e exterior, mantendo o conceito de refúgio com contato com a natureza ao redor.

A construção dos 70 ambientes respeita prédios tombados e o entorno. O retorno à Água Branca, após 2025, consolidou a preferência pelo espaço com quase 130 mil visitantes. O visitante que não paga também poderá conhecer parte do percurso.

O projeto inclui restaurações nos prédios históricos, com foco na escada interna de um deles e no recapeamento das vias externas ao redor. O objetivo é manter a relação entre arquitetura, cidade e público.

Diversos ambientes enfatizam memórias de conforto e origens pessoais. Autores latino-americanos, como Michele Wharton e Eduardo Baldelomar, trazem referências étnicas e migratórias aos espaços, enriquecendo o percurso pelo multiculturalismo.

O vocabulário de cores, texturas e materiais varia entre palhas, linho, madeira talhada e têxteis que remetem a minerais. O uso de bouclé predomina em sofas, enquanto peças de Sérgio Rodrigues aparecem como referência tranquila, sem se impor.

A curadoria aponta para uma leitura de interiores que sugere ocupação e vivência. O objetivo é mostrar casas que acolhem, sem perder o foco técnico e a qualidade de projeto.

O evento permanece com servidor público como público-alvo, mas amplia o acesso ao público geral. A proposta é que o visitante perceba o lar como espaço de convivência, memória e conforto diário.

A curadoria destaca que, apesar de não se falar mais em tendências, os caminhos dialogam com inspirações de edições anteriores. O enfoque atual privilegia texturas, materiais naturais e a sensação de casa habitada.

Em síntese, Casacor 2026 aponta para um design que aproxima o morar da vida real. Os ambientes, cheios de cores e materiais naturais, valorizam o aconchego como resposta à realidade contemporânea.

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