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Julgamento de Henry Borel entra no 8º dia e é o mais longo no RJ

Julgamento pela morte de Henry Borel chega ao oitavo dia e se torna o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, com oitivas extensas

O menino Henry Borel, morto aos 4 anos, brincando com tintas
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  • O julgamento do caso Henry Borel chega ao oitavo dia, tornando-se o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
  • Os réus são Monique Medeiros, ex-diretora escolar, e Jairinho, ex-vereador, mãe e padrasto da criança.
  • Sete laudos periciais apontam que Henry morreu por hemorragia interna e laceração hepática causadas por ação contundente; perito afirma que não foi acidente doméstico.
  • Depoimentos relevantes incluem a babá Thayná Ferreira, que relatou situações em que Jairinho ficou sozinho com Henry, além de relatos de ex-namoradas dele; defesa busca desconstituir as provas e sustentar violência contra Monique.
  • Carreata de apoio a Leniel Borel ocorreu pela manhã; próximos depoimentos incluem o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro e o médico Jeferson Corrêa, antes das alegações finais.

O julgamento pela morte do menino Henry Borel alcançou o oitavo dia, tornando-se o mais longo já realizado pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O casal Monique Medeiros e Jairinho é réu pelo crime, ao lado da defesa que sustenta inocência de ambos. O processo envolve extensas oitivas que estendem a duração do júri.

No banco dos réus estão Monique Medeiros, ex-diretora escolar, e Jairinho, ex-vereador. Em abril de 2021, Henry morreu após ficar sob os cuidados do casal, que foi preso um mês depois. A defesa conjunta inicialmente argumentou que a criança sofreu um acidente doméstico.

Durante as oitivas, a investigação se debruça sobre a dinâmica familiar. A defesa de Jairinho insiste em dúvidas sobre laudos periciais e aponta possibilidades de queda ou falhas na reanimação como causas da morte. Monique, por sua vez, sustenta ter vivido um relacionamento abusivo com Jairinho.

Entre os relatos-chave, a oitiva de testemunhas da babá do menino indicou que Jairinho ficou sozinho com Henry em várias ocasiões, com episódios de dor relatados pela criança. Também aparecem depoimentos de ex-namoradas de Jairinho que relatam agressões, além de relatos de possível violência na infância associada ao investigado.

Nesta semana, o perito Leonardo Huber Tauil é aguardado para esclarecer os laudos que contestam a hipótese de acidente doméstico. Ele aponta hemorragia interna e lesões hepáticas causadas por força contundente, estimando que Henry ainda viveu por horas após o golpe fatal.

Além de Tauil, aguardam-se os depoimentos do psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro e do médico Jeferson Evangelista Corrêa. Com esses relatos, o julgamento se encaminha para a etapa final, com interrogatórios dos réus e alegações finais, sem previsão de conclusão imediata.

A defesa de Monique enfatiza que a ré não tinha plena compreensão da gravidade da situação, alegando que era influenciada por Jairinho. Já a defesa de Jairinho busca descredibilizar provas e apresentar a narrativa da dinâmica familiar como fator decisivo para a morte.

Na manhã de segunda-feira, uma carreata de cerca de 20 veículos, promovida por familiares e amigos de Leniel Borel, saiu em direção ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para cobrar justiça no caso. A mobilização ocorreu antes das próximas oitivas.

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